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Tecnologia

Cresce a oferta de ferramentas de gestão em plataforma móvel

Rodrigo Afonso

26 de outubro de 2010 - 07h36
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Assim como a SAP, um dos principais concorrentes na companhia na área de BI, a MicroStrategy, ratifica opiniões de analistas de que o futuro está na mobilidade e traçou estratégias agressivas na área. A empresa busca parcerias com companhias de desenvolvimento para agregar valor à plataforma e quer criar soluções para verticais específicas. A aposta do vice-presidente da América Latina da MicroStrategy, Flávio Boliero, é de que equipamentos como o iPad devem substituir o desktop. "O Brasil ainda não usa esses dispositivos móveis tão intensamente como em outros lugares do mundo, mas quando eles chegarem, vão dominar o mercado."

A Automatos, empresa de automação de gestão e segurança da informação, também tem planos ambiciosos para a mobilidade. De acordo com o líder de tecnologia (CTO) da empresa, Gustavo Souza, há muito a ser feito na área de segurança, como controle e monitoração efetiva desses equipamentos, além do transporte de soluções de gestão. "Parte desses equipamentos é usada pelos altos executivos, e a mobilidade está ganhando muita ênfase em nosso roadmap", afirma.

Entre as brasileiras, a Totvs também já flerta com a mobilidade. Maior concorrente da SAP no Brasil, a empresa ainda não deixou muito clara sua estratégia na área. Já subsidiárias de grupos globais, como IBM e Oracle, mantêm a estratégia internacional de costurar acordos com outros fornecedores, incluindo a própria SAP, de modo a estender a plataforma de desenvolvimento, já presente em uma grande clientela, para o mundo da mobilidade.

Móvel de nascimento

O fato é que os players globais ainda estão em fase de formulação de diretrizes. E quem saiu na frente no transporte de aplicações tradicionais para o ambiente móvel foram fornecedores locais, com foco nessa atividade. No Brasil, a Navita conseguiu construir uma reputação baseada em atuação com os equipamentos BlackBerry, da Rim, o único dos grandes fabricantes de dispositivos portáteis com ênfase corporativa.

Agora que tem uma posição consolidada na área, a Navita quer aproveitar o crescimento da demanda por mobilidade para atuar em outras plataformas de hardware. O alvo continuará sendo smartphones e especificamente em aplicativos, mas, agora, a ideia é criar soluções para iPhone, Android, Symbiam, Samsung, entre outros. "É inevitável realizar essa abertura; a demanda vem dos próprios clientes", afirma o diretor-executivo da Navita, Roberto Dariva.

O executivo lembra que o conceito de mobilidade já tem dez anos, e o que muda, no momento atual, é que deixa de ser visto como exclusividade de pessoas em campo, como forças de venda. O grande responsável pelo ponto de virada, na opinião dele, é a necessidade de mobilidade interna, especialmente, durante reuniões e deslocamentos dentro da empresa, além do avanço do trabalho colaborativo.

Atendendo apenas smartphones BlackBerry, a Navita conseguiu um crescimento de 180% em 2009, e tem previsão de fechar 2010 com 120%. Parte desse crescimento resulta de aquisições, o que mostra a disposição de ser um dos atores principais no processo de consolidação de companhias. A expansão internacional também está no radar, com operações em andamento no Chile, no México e na Argentina. A intenção, diz Dariva, é marcar presença global e se preparar para quando esses mercados realmente decolarem.

Tecnologias ultrapassadas

Na teoria, a estratégia de todas as empresas que anunciaram soluções de mobilidade faz bastante sentido, mas aquelas mais tradicionais na área de ERP, com ampla base de clientes, são as que enfrentarão as maiores dificuldades para atender às novas plataformas. De um modo geral, o que se vê é que os usuários querem suas aplicações corporativas cada vez mais com acesso móvel.

O problema é que os líderes de TI ainda estão longe da maturidade nessa área e os fornecedores, também. A maioria deles está entrando em uma fase de entender melhor as necessidades corporativas, para, então, partir para a criação de soluções e produtos dedicados e sob medida para a demanda. Acompanhar a evolução desse cenário, das soluções no mercado e conseguir integrar, aos poucos, ferramentas de mobilidade que sejam interessantes para o negócio é um desafio grande dos líderes de tecnologia, resume Bicudo. "O mercado ainda está muito longe de ter soluções completas. Atualmente, todos os fornecedores sonham em aparecer com algum tipo de solução abrangente e 'matadora', como foi o modelo de ERP. Mas o que foi lançado até agora está distante de ser essa solução."

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