Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD

Tecnologia

Qualcomm é exemplo de bom uso de nuvem privada

E mesmo sendo uma das empresas mais inovadoras na adoção desse tipo de infraestrutura, diz ter apenas um ambiente virtualizado, automatizado, multiplataforma.

Computerworld (EUA)

04 de janeiro de 2011 - 06h44
página 1 de 1

Desenvolvedores e engenheiros da fabricante de chips Qualcomm, baseada em San Diego (EUA), conseguem um servidor virtual na mesma velocidade com a qual conseguem uma xícara de café. De acordo com o diretor sênior de TI da companhia, Matthew Clark, em 15 minutos um novo servidor é disponibilizado.

A infraestrutura usada pela Qualcomm, chamada de “AutoZone”, inclui todos os pontos de uma nuvem privada típica: um portal de auto-serviço com um menu de serviços padronizados para serem escolhidos, uma infraestrutura virtualizada com base em conjuntos de hardware e software altamente padronizados, implantação e eliminação de servidores totalmente automatizadas e a possibilidade que a equipe de TI tem de medir e alocar custos no nível que quiser: departamento, aplicação e até por usuário.

Apesar disso tudo, Clark não classifica sua estrutura de nuvem privada. “Eu chamaria de ambiente virtualizado, automatizado e multiplataforma”, afirma. Sua reticência é compreensível porque, como ele pontua, todos parecem ter uma definição diferente sobre o que é cloud computing. Clark coloca de maneira simples: “Cloud é o uso eficiente de todos os recursos na infraestrutura empresarial, o que também pode incluir serviços externos", diz.

Ainda assim, a infraestrutura de Qualcomm segue uma linha inovadora, pelo menos na opinião do vice-presidente e analista da Forrester Research, James Staten. “A Qualcomm está muito na frente da maioria das companhias”.

Tanto é verdade que os concorrentes de Clark estão observando o caso com muito interesse, já que a nuvem privada é uma das prioridades. Mas a infraestrutura virtual da Qualcomm tem um porém: ainda não consegue apoiar cargas de trabalho das aplicações dinamicamente, algo que Fjeldheim vê como atributo fundamental da nuvem privada.

Outro ponto fundamental da nuvem privada é o uso global. Para compensar, os serviços baseados em nuvem devem ter uma única arquitetura compartilhada por toda a organização. Os diferentes departamentos devem estar dispostos a aceitar um conjunto de ofertas padronizadas, com pouquíssima customização.

Por fim, a nuvem privada deve deixar muito transparente o custo gerado por cada elemento, chegando a determinar quanto cada usuário gasta da infraestrutura.

Redução de custo nem sempre é alavanca
O custo não tem sido o ponto principal para adoção da nuvem nas companhias mais inovadoras: o tempo de entrega de produtos e serviços ao mercado é o aspecto primordial. “Visamos o benefício, não economias. O mote é velocidade de implantação”, avalia o CIO da Qualcomm, Norm Fjeldheim.

A competição particular dos departamentos de TI com as nuvens públicas também acelera a implantação. Os profissionais da área têm medo de se tornarem dispensáveis graças aos provedores de serviços, então se apressam a dar uma resposta rápida, também em forma de nuvem.

Atributos da nuvem privada presentes na Qualcomm:
- Virtualização;
- Infraestrutura altamente padronizada;
- Implantação automatizada;
- Usuário pode se servir;
- Existência de um catálogo de serviços;
- Contabilidade baseada em uso e cobrança segmentada:
- Escalonamento dinâmico dos recursos de acordo com mudanças das cargas das aplicações.

Publicidade
As mais lidas
Especial - IT Leaders 2011

Cloud computing é difícil?

Cloud computing é difícil?

O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Newsletters
Assine a Computerworld