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Tecnologia

Autodesk amplia atuação no Brasil em projetos de infraestrura

Megaeventos esportivos que serão sediados pelo País impulsionam os negócios da empresa em solo nacional.

Déborah Oliveira, da Computerworld

03 de junho de 2011 - 14h24
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O Brasil é a aposta da vez. Essa frase é unanimidade entre os executivos de empresas que estão desembarcando ou ampliando o investimento no País. Concorda o vice-presidente sênior de Soluções e Plataformas e Negócios Emergentes da Autodesk, Amar Hanspal. “É uma região muito importante para nós, por isso projetamos expansão de 12% na receita no ano fiscal 2012 (iniciado em 31de janeiro) e há boas perspectivas”, afirma.

Hanspal diz que países em desenvolvimento estão no foco da Autodesk, que comercializa programas de software 3D para projetos. No último ano fiscal, globalmente, a companhia faturou US$ 1.95 bilhão, 15% da receita veio de mercados emergentes, como o Brasil. Por aqui, a empresa dobrou o número de funcionários nos últimos três anos e o executivo diz ainda que a companhia pretende ampliar o número de parceiros nos próximos anos. Resultados direto da demanda.

Com a realização da Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 as oportunidades aumentam. As cidades estão se movimentando para renovar a infraestrutura e garantir crescimento sustentável. “Grande parte de nossos clientes é composto por construtoras, empresas de manufatura, arquitetura, transportes e energia, que estão envolvidos em projetos para preparar o País para esses eventos”, aponta.

Entre os clientes da companhia estão Petrobras Transporte, Odebrecht e Figueiredo Ferraz, que utilizam os softwares da Autodesk para projetar empreendimentos, monitorar obras etc.

Na opinião de Márcio Reis Pinto, gerente de Marketing da Autodesk, o Brasil cresceria mesmo se os eventos não fossem realizados no País. “Segmentos como mineração e energia têm requisitado muitos projetos”, aponta. Mas, segundo ele, não há dúvidas de que esses acontecimentos trazem um senso de urgência para a modernização das cidades.

Apoio ao cliente
Para ajudar os usuários a obter sucesso em seus segmentos, independentemente da preparação para os megaeventos, explica Hanspal, a Autodesk atua por meio de três frentes. A primeira delas é a disponibilização de produtos que possibilitam baixo custo de propriedade, entre eles o AutoCAD (carro-chefe da companhia) e o Civil 3D. “Nos certificamos sempre de que nossas tecnologias possibilitam rápida entrega de projetos, com interfaces simplificada”, pontua.

Ele afirma ainda que neste ano a empresa passou a empunhar a bandeira da integração. “Com a oferta integrada de computadores, dispositivos móveis como iPhone e iPad e nuvem, a Autodesk faz um avanço significativo para tornar nossas tecnologias mais acessíveis e flexíveis”, diz Hanspal. Um benefício apontado por ele como importante, “já que o mundo está cada vez mais móvel e muitos profissionais que usam as nossas soluções ficam em campo”.

A Autodesk possui ainda, prossegue, um time de profissionais especializados tecnicamente para poder sanar dúvidas, além de um grupo de parceiros que ajuda na implementação e no suporte das plataformas.

A terceira frente é a capacitação de profissionais por meio dos Centros de Treinamento Autorizados da Autodesk (ATC) e de parcerias com instituições de ensino. No ano passado, por exemplo, a companhia, em conjunto com o Centro Paula Souza e o Governo do Estado de São Paulo, capacitou gratuitamente mais de mil profissionais que estavam fora do mercado de trabalho em soluções Autodesk.

“O desafio das organizações hoje é encontrar mão de obra especializada. Queremos eliminar esse gargalo e por isso oferecemos programas como esses”, assegura o executivo.

As plataformas da Autodesk, afirma, estão em linha com as necessidades do preparar cidades que serão sedes dos jogos. Para ele, os diferenciais estão na usabilidade e flexibilidade. “É possível visualizar em 3D como ficarão estádios e outros tipos de empreendimentos antes que fiquem prontos”, explica.

Nas Olimpíadas de Inverno de Vancouver, no Canadá, clientes da Autodesk utilizaram as ferramentas da empresa para controlar o tráfego da cidade. “Esse pode ser um legado para o Brasil também”, afirma.

Outro exemplo citado por ele é a utilização dos software no setor de mídia e entretenimento. As plataformas da Autodesk ajudaram na produção do filme Avatar. “O Maya foi usado para desenvolvimentos dos famosos personagens azuis. O trabalho rendeu o Oscar de Filme com melhor Efeitos Especiais”, diz o vice-presidente sênior de Soluções e Plataformas e Negócios Emergentes da Autodesk.

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