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Tecnologia
Bancos querem lei para coibir crimes eletrônicos
Presidente da Febraban, Murilo Portugal, destacou que internet banking é alvo de ciberataques por falta de legislação.
Edileuza Soares, da Computerworld
Os bancos investem pesado em tecnologias para coibir fraudes nas transações eletrônicas, mas precisam que o Brasil tenha uma lei para punir crimes virtuais. A falta de uma legislação para coibir o ciberataque foi abordada pelo presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, na abertura do Ciab 2011, na manhã desta quarta-feira (15/6), em São Paulo, e se estende até sexta-feira, 17/6.
Portugal destacou que os investimentos em novas tecnologias modernizaram o sistema financeiro no País com a criação de novos canais eletrônicos como é o caso do internet banking, que é atualmente um dos mais avançados do mundo. Porém, ele disse que o banco online tem sido alvo dos criminosos virtuais. Não bastam apenas os esforços das instituições para orientar os correntistas sobre as medidas de segurança e nem mesmo a criação de tokens, cartelas de senhas e outros mecanismos. “É necessária uma legislação.”
A Febraban não revela o volume de fraudes nas transações online, mas Portugal reconheceu que os bancos estão sofrendo com os ciberataques e cobrou esforço do governo federal para criação de uma lei que enquadre esses criminosos.
Já o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, elogiou o avanço do setor financeiro na adoção de tecnologias modernas, que reduziram custos e aprimoraram processo. Ao contrário do governo, segundo ele.
“Não se pode informatizar a burocracia. Os processos precisam ser revistos”, diz. “Não adianta colocar 15 formulários na internet. É necessário reduzir esse número para facilitar a vida do cidadão”, comentou Afif.
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