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Tecnologia

Microsoft: Não tememos a computação em nuvem

Apesar de ser uma potencial ameaça às empresas de programas nativos, a nuvem é, para a fabricante do Windows, uma oportunidade.

Jon Brodkin, Computerworld/EUA

27 de junho de 2011 - 12h16
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A computação em nuvem é amplamente conhecida como uma ameaça à Microsoft,  já que a fabricante do Windows e do MS Office detém a maior parcela das vendas de software em seus respectivos mercados.

Mas o novo presidente de negócios de servidores e ferramentas da empresa, Satya Nadella, disse durante a sua primeira aparição pública que a computação em nuvem é outra oportunidade para a Microsoft explorar, assim como fez na criação do PC.

"Se você olhar nossa história, verá que sempre partimos de um ponto de inflexão e fomos a força democratizante", declarou Nadella, que substituiu o executivo de  longa data da Microsoft, Bob Muglia, em fevereiro.

“Com um olhar filosófico, se você disser que há uma mudança fundamental de arquitetura, teremos que aceitar e nos adaptar”, afirmou Nadella durante o discurso de 20 minutos que fez, na última quarta-feira, ao lado de Eric Savitz, da Forbes, na conferência Giga OM Structure.

Casamento
A Microsoft sempre teve a política de oferecer “muitos produtos a preços baixos”. Segundo Nadella, a economia baseada em consumo da nuvem se encaixa no mercado da Microsoft.

"Nós não somos os únicos com altas taxas de licença ", disse ele. "Eu olho para isso como estruturalmente uma coisa muito benéfica para nós. Mas, com certeza, temos que inovar."

O serviço web em nuvem da Microsoft, Windows Azure, foi lançado há mais de um ano, mas não teve a mesma adoção que o serviço de infraestrtura da Amazon ou o PaaS da Salesforce.

Nadella ainda insistiu que o sucesso da Amazon pode ajudar, já que a empresa hospeda o Windows Server.

"Uma boa parte dos nossos negócios relacionados ao Windows são feitos através da Amazon", disse ele.

Segundo Nadella, daqui para frente, os desenvolvedores de aplicativos poderiam construir serviços que utilizam Azure para computação e a Amazon para armazenamento, e até mesmo fazer recalls do banco de dados de clientes internos. “Minha aproximação seria fazer uma parceria com quem está nesse mercado”.

Office 365
Nadella diz que, ao mesmo tempo que supervisiona Windows Server e Windows Azure, as ambições da Microsoft vão além com o Office 365, uma versão hospedada do Exchange, SharePoint, Lync e Microsoft Office. A versão Beta do Office 365 está pronta para ser lançada na próxima semana, enquanto seu antecessor, o serviço BPOS, sofreu uma queda pouco antes Nadella subir ao palco.

O Office 365 não é de responsabilidade de Nadella, mas ele se dispôs a admitir algo que outros executivos da Microsoft tentam evitar: os Office Web Apps, as versões online do Word, PowerPoint e Excel, são limitados.“Eles são muito bons, mas não têm o mesmo nível que um software tem hoje”.

Sobre o Azure, Nadella ressaltou a capacidade da Microsoft de oferecer serviços públicos de cloud e o software necessário para construir nuvens privadas. O aplicativo permitiu que clientes como Fujitsu e eBay usassem o serviço de nuvem próprios. A Fujitsu, por exemplo, migrou para o Azure e colocou estruturas principais no serviço de cloud.

Os clientes em geral não estão dispostos a confiar em provedores de cloud computing, acrescentou Nadella. Enquanto a companhia hospeda um site em nuvem, ela também pode manter seu sistema principal em um servidor físico próprio. Isso se deve tanto a questões de desempenho quanto de segurança.     

Nadella disse que a indústria precisa de uma “grande tecnologia de encriptação para tudo que está se movimentando na rede”. “Eu acho que a segurança vai continuar sendo uma grande questão para o mercado em geral. Mas esse problema não é apenas da nuvem. É de todos os serviços em qualquer tipo de rede."

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