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Tecnologia

Virtualização pode ajudar a gerenciar consumerização

O uso crescente de dispositivos móveis nas empresas tem sido um desafio para TI. Em alguns casos, a situação pode rapidamente sair do controle.

Kevin Fogarty, da CIO EUA

22 de julho de 2011 - 07h30
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Se há duas tendências em TI que não foram feitas uma para o outra, pelo menos em matéria de marketing dos fornecedores e em diagramas de infraestrutura de tecnologia, elas são a consumerização de TI e a virtualização de desktop.

Analistas que estudam a virtualização de desktops dizem que em muitos casos a sua utilização se encaixa perfeitamente em áreas que as empresas enfrentam problemas, como consumerização de TI. Segundo o analista de pesquisa da IDC, Ian Song, os usuários finais que insistem em usar dispositivos tais como tablets ou smarthphones com Android, exigem do departamento de TI infraestrutura de acesso remoto e orçamento para tecnologia. Quando o mesmo usuário quer usar dois, três ou quatro dispositivos, a situação pode rapidamente sair do controle.

"Você não vai dar a todos dois ou três computadores ou tentar criar seus aplicativos e infraestrutura para suportar todos os dispositivos em todos os lugares, não importando quais recursos estejam disponíveis," afirma Song. A solução mais óbvia é criar um desktop virtual, que rode em um servidor no data center, mas que pode ser facilmente acessado, visto e utilizado por um usuário final no escritório com um computador tradicional, por um PC em um quiosque público ou por um smartphone via conexão WiFi aberta.

A instalação – implementação completa de infraestrutura de desktop virtual (VDI)  – está-se tornando mais comum, mas provavelmente não compensa a maioria de desktops virtuais, e muito menos supera os desktops tradicionais, de acordo com o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Chris Wolf.

Segundo Wolf, é de longe a forma mais cara de desktop virtual – especialmente em comparação com streaming ou aplicações baseadas na Web que podem ser usadas a partir de tablets, smartphones e outros dispositivos tradicionais que suporte VPNs ou outras conexões criptografadas. "As pessoas tendem a falar sobre virtualização de desktop como se fosse uma solução, ou mesmo um conjunto de soluções, mas sempre houve uma série de implementações", afirma ele.

Alguns usuários podem ir para a aplicação um desktop que utilizam apenas ocasionalmente, outros podem escolher várias aplicações para serem transmitidas a partir de uma "App Store" corporativa interna ou até mesmo trabalhar em tempo integral em um "desktop", que é, na verdade, uma máquina virtual rodando em um servidor de data center – o que exige o uso intensivo de recursos de configuração do servidor VDI.

"Uma parte das pessoas – talvez 20%  – vai se adequar ao VDI pleno, e a maior delas irá usar aplicativos em streaming ou recebê-los nos laptops, e algumas máquinas terão apenas os tradicionais aplicativos instalados."

Não é difícil colocar um front-end da rede em um aplicativo e torná-lo disponível por meio de um servidor interno para os usuários, mas isso não é o arranjo mais seguro ou administrável, de acordo com o vice-presidente e analista principal da Forrester Research, James Staten.

Aplicações são mais seguras e mais fáceis de controlar e de apoio se forem capazes de colocar um hypervisor em cada dispositivo de um usuário final, diz Staten. Nem todo dispositivo precisa de um hypervisor concebido exclusivamente para seu hardware ou sistema operacional – o qual é vendido pela Citrix e a VMware está desenvolvendo – mas hypervisors nativos realizam em níveis muito mais elevados do que os instalados depois.

Com o Hypervisor, não só a conexão é mais segura em comparação com os aplicativos em streaming ou SSL, como permite criar todo um ambiente de TI em que é possóvel aplicar a mesma segurança e a política de aplicativos de um computador de propriedade da empresa que nunca sai do prédio.

"Isso torna muito mais fácil a aplicação de políticas de antivírus e as atualizações de segurança para qualquer coisa que você instalar em" casa ", que pode corromper os drivers ou transmitir um vírus", diz Song.
Tentar dimensionar infraestruturas virtuais para acompanhar hardwares virtualizados e consumerização é um pesadelo para as pessoas de TI, que frequentemente estão lutando para ultrapassar barreiras que atingem empresas durante as migrações de grande escala, diz Staten.

"Quando você está fazendo um monte de P2V, a virtualização de servidores parece ser uma grande economia de custos. Mas quando você passa do ponto de onde está tirando vários hardwares, começa a ver um monte de VMs proliferando e então passa a consumir grande quantidade de virtualização, e verá que os custos da expansão estão fora de controle ", diz Staten.

Os custos de desktops virtuais são exponencialmente maiores do que os de servidores virtuais, simplesmente porque o número de máquinas de desktop é maior, diz Staten. Mesmo com uma força de trabalho totalmente virtualizada, cada funcionário precisa de algum tipo de hardware na mesa, que pode variar de um PC normal para um terminal zero client da Wyse, Pano Logic ou de outros fornecedores de hardware thin-client.

Cada usuário adicional significa mais carga sobre o data center para autenticação, armazenamento e mais gastos, para executar as máquinas virtuais, os aplicativos virtuais e serviços de streaming que estão executando os aplicativos, diz Stante.

A demanda é ainda maior para empresas com muitos usuários que executam aplicativos particularmente intensivos em recursos e exigem um alto nível de segurança e de disponibilidade do data center, qualidade e backup, afirma Song.

A TI pode reduzir o crescimento dos custos, dando aos usuários diferentes quantidades de "poder" virtual – que se traduzem em espaço e recursos do data center. Eles podem reduzir drasticamente os custos dos data centers usando hypervisors para criar dois ambientes virtuais separados em cada laptop – um à disposição do funcionário para uso pessoal e outro para trabalho, que exige um login seguro e mantém a máquina virtual dedicada à corporação "num ambiente limpo de vírus, de conflitos de driver e de outros problemas que utilizações não-oficiais podem introduzir", informa Song.

Nesse caso, os trabalhadores usam um desktop virtual, mas que vive em seu laptop ou smartphone, em vez de um servidor back-end.

Enquanto Citrix vende hypervisors nativos para a maioria dos smartphones e a VMware para um ou dois, a aproximação two-phones-in-one está crescendo lentamente por causa do custo e da complexidade em manter as máquinas virtuais em vários tipos de dispositivos dentro da mesma força de trabalho, acrescenta Song . A enorme variedade de máquinas é um problema porque é importante para o hypervisor ser o mais próximo possível do processador e sob várias camadas de software, diz ele.

O Hypervisors nativo "bare metal" Tipo I seria melhor, mas não estão disponíveis ainda, informa Song. A Citrix deve apresentar sua versão de código hypervisor nativo neste verão. A VMware anunciou que está trabalhando em hypervisors “bare-metal”, provavelmente para lançamento no início do ano que vem.

"Mais do que tudo a única coisa que pode matar um projeto ou salvá-lo é a compatibilidade de hardwares. A TI não pode ajustar todos os seus modelos e reescrever todos os seus softwares para apoiar  cem formatos diferentes", diz ele. "Ampliar o HCL [lista de compatibilidade de hardware] é a chave para grande parte disso. Não resolve todos os problemas, mas supera a primeira parte deles."

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