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Tecnologia
Alog potencializa serviço de colocation
Como nos mercados norte-americano, europeu e asiático, companhia amplia poder do modelo ao disponibilizar oferta com 50 racks.
Déborah Oliveira, da Computerworld
Nos últimos anos, o mercado nacional atraiu grandes empresas de diferentes países. No entanto, a carência para localizar espaço para construção do data center fez muitas delas optar pelo colocation, modalidade na qual são disponibilizados ativos e aluga-se espaço no data center de um terceiro. Com a economia brasileira aquecida, e a intensa movimentação no segmento de data Center, grandes companhias de fora estão sendo atraídas para o País.
Atenta a essa demanda, a Alog Data Centers do Brasil, decidiu evoluir sua oferta de colocation. “Estamos seguindo a trilha dos mercados norte-americano, europeu e asiático e injetando mais capacidade ao serviço”, afirma o diretor de Marketing e Processos da Alog, Victor Arnaud. O diferencial aponta, está na grandeza.
“A oferta que vemos hoje gira em torno de 20 racks. A que oferecemos a partir de agora é de, no mínimo, 50 racks com potência de 250 KvAs. Não conhecemos nenhuma outra companhia de data center no País com essa formatação”, afirma Arnaud. De acordo com ele, números dessa ordem atendem a grandes empresas que precisam de maior conectividade e qualidade de banda.
Além da capacidade, Arnaud lista outros atrativos do modelo da Alog. “A entrega do serviço em menos de um mês, já que estamos com toda a infraestrutura preparada. Além disso, oferecemos valor agregado como todo o processo de migração e ainda gerenciamento do ambiente”, diz.
Além disso, a redução de custo total de prioridade (TCO) é, segundo ele, outro atrativo. “Comparando não só implementação como operação, é possível registrar 40% de redução de TCO ao passar a infraestrutura para o colocation”, diz. Na opinião do executivo, as companhias querem ainda se livrar de atividades que não são consideradas core business para que possam se dedicar mais às atividades estratégicas.
O terreno, diz diretor de Marketing e Processos da Alog, é fértil. “Estudamos e vimos que em 2011 esse mercado vai movimentar 3,1 bilhões de dólares com crescimento de 20% ao ano. Em 2013, a projeção é o setor de grandes projetos de colocation movimentar 4,5 bilhões de dólares”, afirma.
Fora do Brasil, consultorias, grandes integradores e instituições financeiras são as grandes usuárias de colocation nessa composição, afirma o executivo. No Brasil, o objetivo da companhia é também atacar esses setores. Arnaud afirma que antes de estabelecer a nova oferta, a Alog foi ao mercado identificar o interesse das empresas. “Levantamos cerca de 50 companhias que querem adotar o modelo. Nossa expectativa é que no primeiro ano desse serviço, tenhamos cerca de 20”, projeta.
Arnaud afirma que a oferta atual da Alog não será descontinuada. De acordo com ele, cerca de 50% dos clientes da companhia hoje têm contrato de colocation com a companhia. São mais de 1,3 mil organizações.
Para os que contratarem os serviços, a infraestrutura, segundo Arnaud, ficará centralizada basicamente no data center da companhia em Tamboré (SP). Inaugurado em maio deste ano, o espaço conta com 16 mil metros quadrados de área construída com capacidade total para 56 mil servidores.
Na opinião de Arnaud, essa oferta não é uma tentativa de preservar o colocation. “A nossa ideia é evoluir na direção que outros mercados já fizeram. Estamos seguindo os passos deles”, pontua.
O executivo diz ainda não temer que a nuvem ofusque o colocation. “Uma empresa que vende cloud computing continua dependendo de espaço, energia e conectividade para o negócio não parar. Aí surge a pergunta: será que vale a pena essa grande companhia construir um data center ou procurar um parceiro que o foco é o data center para prestar esse serviço?”, questiona.
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