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TI permite Grupo Pão de Açúcar monitorar emissões de carbono

Gestão será feita em todas as bandeiras e marcas do grupo, totalizando 12 fontes de emissão, em 1.832 lojas.

Da Redação

17 de janeiro de 2012 - 14h30
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O Grupo Pão de Açúcar vai monitorar e gerenciar as emissões de carbono, loja a loja. No escopo inicial, estão incluídas todas as bandeiras e marcas do grupo, o que significa a gestão de 12 fontes de emissão, em 1.832 lojas do grupo. A solução, a Carbon Impact, da SAP, permitirá a ampliação do controle e a qualidade dos dados lançados em relatórios ambientais.

“Esse controle vai possibilitar, por exemplo, prover informações necessárias para reconhecimento de sustentabilidade da Bovespa, que é um dos desafios que temos na área de sustentabilidade”, diz Hugo Bethlem, vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar. Todos os anos, a Bolsa de Valores de São Paulo, em que o grupo está listado desde 1995, convida as 50 empresas com maior liquidez a participar do Índice Carbono Eficiente (iCO2) e do Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISE).

O iCO2 é composto pelas ações das companhias participantes do índice IBrX-50 que aceitaram participar dessa iniciativa, adotando práticas transparentes em relação às suas emissões de gases efeito estufa (GEE), e leva em consideração, para ponderação das ações das empresas componentes, o grau de eficiência de emissões de GEE, além do free float (total de ações em circulação) de cada uma delas.

De acordo com o Grupo, antes da adoção do SAP Carbon Impact, o levantamento dessas informações era feito por uma consultoria externa e, como o inventário era gerenciado por terceiros, havia pouca abertura para que a companhia fizesse uma gestão efetiva sobre o tema. “Agora teremos não apenas o inventário, mas uma ferramenta robusta para a gestão do tema”, ressalta Bethlem.

A implementação ocorre em um momento oportuno. As emissões de carbono são hoje medidas em três grupos: escopo um (na própria loja), escopo dois (fornecedores de energia) e escopo três (toda a cadeia de suprimentos). A partir de 2012, o iCO2 – que até aqui exigia gestão e relatórios sobre os escopos 1 e 2 – passará a exigir sobre os três escopos. Além disso, o GHG Protocol, órgão administrado pela FGV, publicará os índices de emissão. O que, de acordo com Bethlem, atende à política de transparência do grupo, que divulga abertamente suas emissões.

“O Grupo Pão de Açúcar será a primeira empresa do varejo no Brasil a tomar a iniciativa de realizar o primeiro inventário de carbono. É a partir desse processo de mensuração das nossas emissões que conseguiremos traçar planos de diminuir nossos Gases Efeito Estufa (GEE) e com isso reduzir o impacto da nossa operação”, destaca Bethlem. 

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