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O que o Open Source pode fazer pelo seu negócio?

Licenças copyleft têm sido a escolha mais popular para novos projetos de código aberto. Mas, afinal, o que está por trás dessa tendência?

Joe Brockmeier, da CIO (EUA)

02 de fevereiro de 2012 - 07h30
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Na década 2000, a maioria das empresas usava licenças copyleft, em particular a GPLv2, para desenvolver projetos de código aberto. Nos últimos anos, no entanto, os desenvolvedores e as empresas parecem estar querendo sair da GPL em favor de licenças permissivas para projetos open source. Mas o que isso significa, o que está por trás disso, qual é o impacto na empresa e quais licenças a TI deve escolher para novos projetos? As respostas estão abaixo.

A GPL está registrando leve declínio. No ano passado, o blog 451 CAOS Theory apontava que o número de projeto usando a família GPL aumentou em termos reais. No entanto, o uso em porcentagem, caiu. De acordo com o blog, em 2008 a GPL tinha 70% das licenças do mercado. Em dezembro de 2011, 57%. Claramente, há uma tendência por licenças permissivas.

Mas, afinal, o que são as diferenças entre licenças permissivas e copyleft? Licenças copyleft buscam proteger os direitos do desenvolvedor e do usuário. Segundo a organização sem fins lucrativos Free Software Foundation, o GPL protege, basicamente, quatro liberdades:

1. Executar um programa, para qualquer finalidade.
2. Estudar como o programa funciona e alterá-lo para que ele faça o que o usuário deseja.
3. Redistribuir cópias de modo que uma empresa e/ou desenvolvedor possa ajudar ao seu próximo.
4. Distribuir cópias de suas versões modificadas para os outros.

É possível fazer tudo isso com um projeto permissivamente licenciado. O que as licenças permissivas não fazem é levar qualquer exigência de que o destinatário do software conceda essas liberdades aos seus usuários.

Por exemplo, empresas que trabalham com o Kernel do Linux e querem distribuí-lo são obrigadas a disponibilizar a fonte para seus usuários. Essa ação é, muitas vezes, um problema quando companhias distribuem software GPL modificado como o Busybox em dispositivos embarcados e negligênciam o fato de tornar a fonte disponível.

Por outro lado, esse não é um problema para as empresas que distribuem software sob licença permissiva. Existem alguns requisitos em torno de avisos de direitos autorais para algumas licenças permissivas, mas não obrigam as empresas a distribuir modificações.

Aos olhos de algumas organizações e desenvolvedores, as licenças permissivas têm várias vantagens práticas. Primeiro, elas permitem às empresas criar versões proprietárias de software, se desejarem. Algumas companhias optam pela distribuição de uma versão proprietária e não gostam da ideia de ter de usar a GPL para projetos derivados.

Em alguns casos, é simplesmente uma questão de conveniência. A GPL nem sempre se integra bem com outras plataformas de código aberto. Lidar com as questões de licenciamento que vêm junto com software GPL pode ser uma dor de cabeça para as empresas.

Compliance é também uma pedra no sapato de companhias que não são adeptas a lidar com código aberto. Garantir que a empresa distribua a fonte e cumpra plenamente com a GPL, inclusive certificando-se que se a GPL pode se integrar a outros tipos de licenças, pode exigir certa atenção.

Finalmente, há um argumento filosófico a considerar. Alguns desenvolvedores reclamam que a GPL é restritiva e preferem uma licença que é verdadeiramente livre e permita qualquer tipo de reutilização. Para os desenvolvedores, o mais importante é que o software é usável, eles não se importam se o código for passado adiante. 

Por que preferir copyleft?
Se o objetivo na produção de software é fornecer software livre para os usuários, então o copyleft é realmente a única maneira de fazer isso.

Ele também pode ser usado de forma competitiva. Algumas empresas olham para licenças copyleft para proteger o investimento em software. Por exemplo, se uma empresa opta por open source em seu principal produto, as probabilidades são que a licença copyleft será a escolha adequada. Isso garante que todos os concorrentes que queiram fazer uso do software também contribuam com melhorias.

Tom Preston-Werner, do GitHub [serviço de web hosting compartilhado], argumentou em seu blog recentemente sobre a abertura de código na maior quantidade de software possível, por promover uma série de benefícios: 

• Grande publicidade (chama a atenção para sua empresa)
• Multiplicadores (mais usuários, mais contribuições significam melhorias mais rápidamente)
• Excelente para atrair e avaliar talentos
• É a coisa certa a se fazer

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