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Tecnologia
Falhas na nuvem somam mais de US$ 70 milhões desde 2007
Pesquisadores estimam que impacto econômico das interrupções na cloud pode ser ainda maior.
Loek Essers, IDG News Service
Um total de 568 horas de tempo de inatividade em 13 serviços conhecidos de nuvem desde 2007 tiveram um impacto econômico de mais de 71,7 milhões de dólares, aponta o International Working Group on Cloud Computing Resiliency (IWGCR).
A indisponibilidade média de serviços em nuvem é de 7,5 horas por ano, totalizando uma taxa de disponibilidade de 99,9%, de acordo com resultados preliminares do grupo. "É uma marca extremamente longe da confiabilidade esperada em sistemas de missão crítica (99,999%). A indisponibilidade média do serviço de eletricidade em uma capital moderna é de menos de 15 minutos por ano", observaram os pesquisadores no estudo.
É a primeira vez que o grupo, formado em março de 2012 pela Telecom ParisTech e pela universidade L'Université Paris 13, publicou o Availability Ranking of World Cloud Computing (ARWC) - Ranking Mundial de Disponibilidade em Cloud Computing.
Como os serviços em nuvem são cada vez mais usados pelos governos e empresas globais, é vital que eles sejam de confiança, especialmente quando os sistemas são de missão crítica, disseram os pesquisadores. A falta de confiabilidade na nuvem não é muito conhecida pela indústria, acrescentaram.
Os custos de uma interrupção por um período de uma hora pode variar de 89 mil dólares em um provedor de serviço de viagem, como a Amadeus, para 225 mil dólares em um serviço como o PayPal, de acordo com a pesquisa. Os números são baseados em custos por hora aplicados pela indústria, disseram os pesquisadores. Interrupções de empresas como Google, Microsoft e Amazon para o mesmo período custam cerca de 200 mil.
Além do impacto econômico, o tempo de inatividade, que às vezes pode durar dias ou mesmo uma semana, pode afetar milhões de usuários.
A pesquisa foi baseada em relatos da imprensa de interrupções nos serviços de cloud como Twitter, Facebook, Amazon, Microsoft, Google, Yahoo e PayPal. Os pesquisadores notaram que a metodologia aplicada não é tão precisa, já que o processo de coleta de informações foi longe de ser exaustivo, e disseram que os números preliminares devem ser ainda maiores porque muitas interrupções não são publicadas pela imprensa.
Há outras ressalvas na metodologia utilizada, incluindo não conter o valor exato do custo econômico de cada falha ou um custo médio por hora para cada prestador de serviço de nuvem, disseram os pesquisadores. Além disso, o grupo observou que seus dados não foram baseados no número de usuários de um serviço, o que seria adequado para possibilitar mais precisão no resultado.
Para avaliar melhor a disponibilidade de nuvem, o grupo anunciou planos de adotar novos métodos em pesquisas futuras.
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