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Cezar Taurion é gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil.

To blog or not to blog

Apesar de muitas empresas terem percebido que os blogs podem trazer oportunidades de negócios, poucas corporações já aderiram à prática.Por Cezar Taurion

16 de março de 2007 - 19h52
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O interesse pelos blogs corporativos começa a aparecer. Muitas empresas já compreendem que o potencial dos blogs de abrir as janelas da empresa para os clientes pode ser uma arma competitiva fantástica - desde que usada corretamente. Entretanto, uma rápida pesquisa na web mostra que ainda existem pouquíssimos blogs corporativos. E, entre os CIOs, o desconhecimento sobre o assunto ainda é grande. Esse baixo número pode inclusive ser consultado no site da Fortune 500 Blog Project, que registra quais das maiores empresas do mundo são adeptas da prática.

É inegável que as iniciativas de blogging começam a fincar pé nas companhias, seja internamente, seja com os primeiros e tímidos passos de blogs corporativos externos. De qualquer maneira, estamos falando de investimentos em tempo, recursos computacionais e dinheiro. Em breve, não dará mais para manter os blogs apenas com orçamentos informais. Afinal, as coisas não são de graça: para manter blogs demanda-se tempo dos blogueiros (este tempo deve ser alocado no seu dia-a-dia), implementação da plataforma para armazenar e gerenciar os blogs, criação de procedimentos de acompanhamento dos posts e comentários e assim por diante.

Como medir, então, o ROI dos blogs corporativos? É muito difícil mensurar de forma tangível os benefícios do blogging. Como medir o benefício de alguma sugestão ou reclamação de clientes (ou mesmo de funcionários), que transforme tudo em um processo de negócios? Como medir o valor monetário das informações sobre as deficiências de seu produto, fornecidas diretamente pelos clientes? Qual o valor da criação de uma comunidade virtual de clientes favoráveis à marca? Além disso, se blogar significa liberdade de expressão, tentar medir seu resultado de forma muito rígida (olhando apenas o lado financeiro), pode gerar medidas de controle indesejáveis, que tirarão deles exatamente seus pontos positivos.

Mas porque não avaliar os benefícios intangíveis? Alguns exemplos de benefícios podem ser uma maior visibilidade da marca (propaganda viral é a palavra-chave neste contexto), feedback e maior conhecimento da percepção do cliente sobre sua empresa, seus produtos e serviços dos clientes, obtidos instantaneamente. Mesmo de forma intangível, podemos fazer algumas medições, como referências do blog na mídia, número de visitantes únicos, número de “blog posts” no Technorati, número de vezes que comentários e sugestões dos blogs afetaram processos e procedimentos internos, e assim por diante.

Ah, um pequeno comentário. Para medir acesso aos blogs e monitorar conversações sobre sua empresa, existem outras ferramentas interessantes além do Technorati. Que tal tentar o Blogs Trend Tool, da Icerocket, ou o Google Blog Search?

Enfim, criar um blog corporativo ou incentivar blogs dos funcionários é questão de tempo. Parodiando Shakespeare, que tal, em vez do famoso “To Be or Not To Be?” começarmos a pensar em “To Blog or Not To Blog?”.

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