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Tecnologia

Cezar Taurion é gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil.

Inteligência colaborativa

Trabalhos e debates de idéias em grupo trazem resultados positivos e denunciam que há uma nova classe em desenvolvimento: a criativa. Por Cesar Taurion

27 de julho de 2007 - 12h29
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O mundo vive um momento no qual a tecnologia está acabando com os limites de tempo e espaço. Podemos comprar uma passagem aérea, um livro ou uma música via web a qualquer hora do dia, sem sair de casa. Não precisamos nos deslocar para uma agência bancária para saber nosso saldo ou fazer uma operação financeira.

Estas mudanças estão acontecendo de forma muito rápida. A própria economia está em processo de desindustrialização, em que o conhecimento e a criatividade tornam-se a força motriz. Existe um livro muito interessante sobre a temática do surgimento de uma nova classe social, a criativa, chamado “The Rise of Creative Class”. Seu autor, Richard Florida, mantém também uma organização think tank, cujo site, que vale a pena dar uma olhada, é http://creativeclass.com/.

Estamos vendo claros sinais de uma modernização radical da economia, com ênfase cada vez maior em serviços e produtos. Neste contexto, inovação torna-se palavra chave. Mas como a tecnologia da informação se situa neste cenário? A exploração do potencial da inteligência colaborativa pode ser de grande valia para as empresas, acelerando o processo de criatividade com menores investimentos em pesquisas. Na IBM, colocamos em prática este conceito várias vezes e com muito sucesso.

Em 2003, criamos o ValueJam, em que os funcionários tiveram oportunidade de redefinir o valores da empresa. No ano passado, inventamos uma outra iniciativa, chamada Innovation Jam, que foi o maior brainstorming (tempestade de idéias) eletrônico já feito. Foram reunidas mais de 150 mil pessoas (funcionários, seus familiares e clientes) de mais de 100 países e 67 empresas, para debater online, durante três dias, alguns temas como sustentabilidade, saúde, transportes e outros. Foram geradas mais de 46 mil idéias, que resultaram em dez projetos inovadores.

No começo deste ano, fizemos uma nova atividade eletrônica do gênero, chamada de “Automotive Supplier Jam”, quando foram debatidas as estratégias, futuro e oportunidades de inovação para a indústria automotiva americana. A discussão foi feita em parceria com uma entidade do setor, a OESA (Original Equipment Suppliers Association) e reuniu mais de 2000 profissionais, de mais de 150 empresas.

Mas o que é um Jam? A idéia veio das jam sessions do jazz, de tocar sem saber o que vem à frente, do improviso. Na prática são sessões online em que uma audiência envolve-se em debates durante determinado período de tempo. Para evitar dispersões, existem facilitadores que procuram manter os debates dentro dos temas acordados, sem censuras quanto a idéias ou propostas. Vale a pena experimentar. Os resultados são bem positivos.

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