Tecnologia
Cezar Taurion é gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil.
SOA – inovação no modelo de negócio
Inovação é fundamental, mas entrar em modismos da forma errada pode ser prejudicial. Por isso, olhe para a onda de SOA, mas tome cuidado. Por Cesar Taurion
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Tenho participado de vários eventos de SOA (Service-oriented architecture). Nas conversas com os participantes (CIOs e CTOs) está ficando bem nítida a importância que eles têm dado ao assunto. As razões para isso são claras. O mundo de negócios no qual vivemos é cada vez mais desafiador. Os limites de tempo e espaço que restringem nosso dia-a-dia estão desaparecendo. Podemos fazer uma compra ou acessar nosso saldo bancário pela internet a qualquer hora do dia ou da noite. As mudanças e transformações no cenário empresarial já são uma constante. Conseguir e manter vantagens competitivas sustentáveis depende cada vez mais da capacidade da empresa em ser inovadora em seus produtos, processos e modelos de negócio.
Aliás, a inovação é considerada estratégica não só para empresas, mas para países. O Fórum Econômico Mundial em 2006 deixou clara esta visão: “A obsolescência de muitas estruturas do século XX compele os líderes a desenvolver novos conceitos, novos modelos institucionais e processos mais flexíveis para atender a diversidade populacional”. Uma pesquisa que a IBM fez em 2006, chamada “Global CEO Study”, identificou a inovação como o fator que caracterizava as empresas com desempenho acima da média de suas indústrias.
Na minha opinião, a próxima onda de investimentos em TI será direcionada para alavancar transformações nas estratégias do negócio. Mas encontramos uma grande barreira pela frente: as arquiteturas de TI não estão preparadas para permitir às empresas serem ágeis e rápidas o suficiente. Um estudo da McKinsey foi muito contundente quando disse claramente que “as arquiteturas de TI de hoje constituem o maior empecilho que a maior parte das empresas enfrenta quando precisam fazer ações estratégicas”
Por quê? Aplicações monolíticas, departamentalizadas e embaralhadas em diversas gerações de tecnologias são interoperáveis e até mesmo conflitantes entre si. O resultado é que os processos e modelos de negócio não podem ser modificados ou adaptados dinamicamente. A área de TI responde lentamente às demandas de mudanças do negócio. Um problema sério são as interfaces entre as aplicações. As ligações hoje são ponto a ponto e a cada nova aplicação, é necessário construir muitas novas interfaces.
A proposta do SOA é eliminar este problema (ou pelo menos mitigá-lo sensivelmente). Daí o interesse dos executivos de negócio e de TI na sua adoção. Algumas pesquisas mostram claramente que SOA estás sendo usada inicialmente para resolver os imensos problemas de integração internos e, em um segundo momento, as integrações externas, com parceiros de negocio e clientes.
Bom, o resumo de tudo isso é que os CIOs e os profissionais de TI devem olhar SOA com atenção. Ignorar SOA pode ser um tiro no pé!
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