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Executivo da Santander detalha o potencial do mobile banking

<br><img src="http://computerworld.uol.com.br/AdPortalv5/images/exclusivo_online.gif"><br>Massayuki Fujimoto, superintendente de Internet do Santander Banespa, aponta a expansão da telefonia móvel como grande estimulador para a evolução do mobile banking e ainda ressalta a importância da chegada das operadoras GSM no País.

Por Ceila Santos, do COMPUTERWORLD

06 de outubro de 2005 - 10h44
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Massayuki Fujimoto, superintendente de Internet do Santander Banespa, respondeu via email a seguinte questão feita pela COMPUTERWORLD: Você acredita que o Brasil, com quase 80 milhões de usuários de celular, tem potencial de pagar contas via celular? Por que?

Veja abaixo a íntegra da resposta do executivo

"Sim, acredito. Pelas previsões do mercado, devemos atingir 88 milhões de celulares no Brasil no final deste ano. Atualmente, o Brasil é o sexto país no mundo em quantidade de celulares e deverá conquistar a quinta posição no final do ano, ultrapassando o Reino Unido. Com certeza, é o canal de maior penetração na população em todas as suas camadas sociais".
Ele ainda explica que a indústria brasileira celular evoluiu muito nos últimos três anos com a entrada de novas operadoras trazendo a tecnologia GSM. Com elas, vieram equipamentos e redes de melhor qualidade, com maior segurança e privacidade para o usuário. A competitividade aumentou muito entre as operadoras de celulares e isso tornou o serviço e os aparelhos mais baratos e acessíveis para os usuários. Além disso, vieram do mercado europeu soluções modernas e seguras baseadas em celulares, como o Mobile Banking e o SMS Banking, viabilizando o pagamento de contas entre outras transações bancárias.

"Temos um grande parque instalado de usuários online que podem acessar vários tipos de serviços, inclusive os serviços bancários. O tradicional Internet Banking é acessado por menos correntistas, pois há algumas limitações, especialmente pela necessidade de se ter computadores. Na maioria dos bancos, a penetração deste canal não passa de 26% do total de correntistas, número, inclusive, que pode ser considerado bastante bom se considerada a renda per capita do País. Acredito que no Mobile Banking a adesão será muito maior, devido à penetração do celular e à facilidade de uso deste aparelho".

Fujimoto ainda apontou a predominância do celular entre os jovens. "A maioria dos jovens e adolescentes brasileiros hoje com menos de 18 anos tem primeiro o contato com um celular, e só anos mais tarde com um computador na faculdade ou no trabalho". Nos próximos dez anos, prevê o executivo, que o celular será, "com certeza", o equipamento eletrônico pessoal mais utilizado pela maioria da população. "Será o canal", concluiu.

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