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British Telecom expande cobertura na AL

Com aquisição da rede da Infonet por US$ 965 mi e a conclusão do centro regional de operações em São Paulo, a operadora intensifica atuação corporativa no mercado latino com clientes como Unilever, Syngenta e Inbev.

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

13 de outubro de 2005 - 16h53
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Conhecida mundialmente pela oferta de serviços pioneiros na área de telecom - o mais recente é o Fusion, que possibilitará aos clientes da empresa no Reino Unido o uso de celulares em redes Wi-Fi, GSM e 3G - a British Telecommunications está intensificando sua atuação na América Latina com a finalização de um centro regional de operações em São Paulo (ROC) e a aquisição, no início do ano, da Infonet por US$ 965 milhões.

A compra da nova rede também expande a malha da BT na América Latina, que tem o México como sede da Infonet na região. Além disso, o ROC de São Paulo também administra clientes mundiais como Inbev, Syngenta e Unilever. A BT América Latina já está presente em 22 países, 700 sites de clientes e tem acordos com mais de 200 empresas e operadoras públicas e privadas da região.

De acordo com François Barrault, presidente da BT International, a estratégia da empresa é focar o mercado corporativo não como uma operadora de telecom, mas como uma provedora de soluções de TI, integração de redes e serviços gerenciados (outsourcing). "Fora do Reino Unido, não seremos uma empresa de varejo e nem voltada às pequenas companhias. Nosso alvo são as grandes corporações, com vários sites em diferentes países ou regiões do mundo", afirma.

Apesar de não detalhar sua agenda, Barrault confirma que pretende continuar adquirindo empresas tanto na área de telecom quanto de TI. "Nosso crescimento foi bem intenso no último ano, quando passamos de uma empresa de 8 bilhões de euros para 20 bilhões de euros em 12 meses. Queremos manter o ritmo", conta.

O executivo afirma que para se manter na vanguarda de serviços, a BT está pronta para oferecer o que as grandes corporações precisam. "Sabemos que todos os CFOs (chief financial officers) precisam manter seus projetos de TI e telecom em operação e sob intenso controle financeiro, caso contrário perdem o emprego em seis meses. Estamos prontos para ajudá-los", garante Barrault.

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