Telecom
TV digital: padrão japonês é mais caro
Documento elaborado pelo CPQD afirma que custos das unidades receptoras digitais (URDs) do padrão ISDB seriam de 15% a 18% mais caras que as do padrão europeu (DVB).
Por André Silveira, de Brasilia, especial para o COMPUTERWORLD
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O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou na quinta-feira (16/02) que não poderá divulgar os relatórios dos 22 consórcios que participaram da elaboração dos estudos do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), enquanto não tiver autorização. Segundo ele, os documentos contam com informações sigilosas. "Vamos entrar em contato com as instituições para recebermos relatórios sem as informações sigilosas", acrescenta.
O ministro também repercutiu a divulgação do relatório do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) sobre o modelo de referência do SBTVD, que foi divulgado pela imprensa especializada. De acordo com o documento, os custos para o usuário, as Unidades Receptoras Digitais (URDs) do padrão ISDB seriam de 15% a 18% mais caras que as URDs do padrão europeu (DVB) - algo a partir de 761 reais -, dependendo da complexidade e dos recursos da caixa, mas esse cálculo não leva em conta os royalties do middleware e do sistema de modulação japonês, pois os dados não foram fornecidos. No caso do ATSC, o custo das URDs seria de 8% a 10% maior - por volta de 715 reais.
O custo da URD varia muito, sendo menor em uma caixa básica e maior em uma caixa avançada, com maior possibilidade de interatividade, capacidade para alta definição e definição padrão, etc. No caso do DVB, elas custariam entre 233 reais e 662 reais, por exemplo. A caixa não computa o custo do monitor de vídeo, que pode ser um monitor de LCD, plasma ou uma tela com definição padrão, por exemplo, e cujo custo varia de acordo com o tamanho. O ministro contestou, no entanto, os valores e disse que no padrão ATSC o custo seria de 53 dólares e que havia fabricantes que anunciaram a produção em 43 dólares.
O documento do CPqD conta com 141 páginas e faz uma ampla análise do SBTVD, com capítulos destinados a alternativas de modelos de implantação e exploração, análise de viabilidade de riscos e de oportunidades e propostas de modelo de implantação e de exploração.
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