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Telecom

Qualcomm levanta suas bandeiras para 2006

Fabricante defende a cobertura nacional digital para a Vivo e destaca a importância de se começar a pensar na 3G.

Por Thais Cerioni, especial para a CIO Magazine

08 de março de 2006 - 15h07
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Freqüência parece ser a palavra-chave para a Qualcomm em 2006. Preocupada com uma possível perda de mercado da Vivo - única operadora CDMA brasileira -, a fabricante ressalta a importância de a telco ter acesso a mais espectro.

Em conversa com jornalistas na Telexpo 2006, o presidente da Qualcomm no Brasil, Marco Aurélio Rodrigues, defendeu a necessidade da Vivo ter cobertura digital nacional, já que isso reduziria os casos de fraude e de clonagem e acabaria com o problema de roaming dos assinantes. Segundo ele, não está havendo tratamento isonômico das operadoras móveis brasileiras. "Enquanto já foram realizados oito leilões das faixas de 1,8 GHz para as [operadoras] GSM, não foi feita nenhuma oferta de 1,9 GHz para a Vivo", aponta.

A solução, na visão da empresa, seria que a Anatel obrigasse as concessionárias a devolverem as faixas de 1,9 GHz - que estão reservadas para possíveis utilizações de WLL, que não ocorrem - e oferece-las em leilão. "Este é um problema que poderia ser resolvido muito rápido e que transcende a briga mercadológica", afirma Rodrigues.

Outra questão que, para a Qualcomm, deve ser prioridade em 2006 é o leilão das freqüências reservadas para a terceira geração. Para o presidente da companhia, o adiamento das decisões referentes às faixas pode deixar o Brasil defasado em relação ao resto do mundo. "Se começassem a pensar nisso hoje, teríamos o leilão em 2007 e as primeiras redes em 2008", prevê.

Rodrigues acredita que não há porque adiar mais o leilão, já que a decisão de investir ou não em 3G deve ser das operadoras. "Na rede fixa, ninguém sabe quando há modernização da rede, porque não depende do governo", compara.

O leilão das faixas de 3G poderia beneficiar a Vivo, já que a operadora poderia utilizar o espectro para aumentar sua capacidade e cobertura, sem necessariamente investir em novas redes (já que a UIT considera o CDMA 1xEVDO como 3G). Enquanto isso, para as operadoras GSM - que fizeram investimentos altos e recentes em suas redes atuais - o assunto pode não ser tão interessante.

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