Telecom
Claro perde clientes e Tim quer brigar pela liderança
Com base nos dados divulgados pela Anatel, o Teleco avalia o cenário de competição entre as operadoras de telefonia móvel.
Por Daniela Moreira, do IDG Now!
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Pelo terceiro mês consecutivo, a Claro perde participação de mercado para as concorrentes, apesar dos investimentos em marketing, como o megashow dos Rolling Stones no Brasil, em fevereiro.<BR>A operadora encerrou o mês em terceiro lugar no mercado de celulares, com 21,52% de participação - contra 21,56%, em janeiro de 2006, e 21,64% em dezembro de 2005.<BR>De acordo com Eduardo Tude, presidente do Teleco, a queda reflete o baixo índice de retenção de clientes da Claro - que, no último trimestre de 2005, apresentou o churn (taxa de cancelamento de assinatura) mensal de 2,7%, o maior em relação à Vivo (1,9%), Oi (2,2%) e Brasil Telecom (2,1%) - as demais operadoras não divulgaram seus números.<BR>"Apesar das novas vendas, o índice de saída de clientes é alto", avalia Tude. Para o executivo, um dos fatores que podem ter influenciado os cancelamentos foi o problema com o sistema de cobrança enfrentado pela operadora. <BR>"Isso gerou um salto na insatisfação", pondera o analista. O fato pode ser observado pelo aumento no número de reclamações contra a operadora junto ao Procon de São Paulo. Em 2005, foram 1.035 (maior número entre as operadoras móveis), contra 231 no ano anterior. No mesmo período, a Tim cresceu de 84 para 113 reclamações e a Vivo de 661 para 870.<BR>Em um comunicado por escrito, a Claro admitiu que os problemas com o sistema de cobrança impactaram nos serviços.<BR>"Os índices de melhoria obtidos em 2005 foram significativos, mas ficaram comprometidos por conta de um início de ano atípico, que foi impactado por um problema no sistema de envio de faturas e por causa de fraudes, das quais a Claro foi vítima. Essas situações já foram normalizadas e os clientes não saíram prejudicados", escreveu a operadora.<BR> <BR>Vivo <BR>Já a Vivo, ainda líder em número de celulares, manteve a tendência de queda em participação de mercado, concluindo fevereiro com 31,10% de market share, contra 34,30% em janeiro e 34,54% em dezembro de 2005.<BR>Para Tude, no entanto, não há novidades com relação a este movimento, que reflete o direcionamento da operadora no sentido de sacrificar market share em nome da rentabilidade. <BR>"A Vivo tem a maior base e aposta em uma estratégia menos agressiva, portanto é natural que perca mais clientes. Além disso, o fato de não ter uma cobertura nacional gera problemas de roaming para os usuários e tecnologia CDMA é um pouco mais cara", avalia.<BR>TIM <BR>Já a TIM, segunda colocada em participação, vem mantendo o ritmo de crescimento desde 2005 e deve concluir o ano mais próxima da Vivo, entrando em 2007 pronta para brigar pela liderança, segundo Tude.<BR>A operadora registrou 23,52% de market share em fevereiro, contra 23,45%, em janeiro, e 23,42%, em dezembro de 2005.<BR>GSM<BR>Acompanhando a tendência de crescimento da tecnologia GSM - que ganhou mais de 900 mil acessos entre janeiro e fevereiro e já detém 53,29% de participação -, a Oi e a BrT também ampliaram suas participações de mercado, concluindo fevereiro com, respectivamente, 12,39% e 2,70% do mercado.<BR>A Telemig/Amazônia Celular sofreu uma ligeira queda, ficando com 5,24% do setor e a Sercomtel se manteve estável, com 0,09% de participação.
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