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Receita com exportação de celulares cresce 25,5%

Indústria brasileira vendeu 2,2 milhões de unidades para o exterior em fevereiro, totalizando US$ 167 milhões, crescimento de 25,5%.

Por Daniela Moreira, do IDG Now!

27 de março de 2006 - 17h56
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As exportações dos fabricantes brasileiros de celulares, item mais exportado da indústria eletrônica do País, aumentaram 25,5% em receita em fevereiro de 2006 (em relação ao mesmo mês do ano passado), totalizando 167 milhões de dólares, e cresceram 15,8% em volume - de 1,9 milhão de unidades, em fevereiro de 2005, para 2,2 milhões de unidades, no último mês.

Os dados apontam para um aumento no valor médio dos equipamentos exportados já que, mesmo com a desvalorização do dólar - que diminui o faturamento relativo com as exportações -, a receita cresceu mais que o volume.

"O dólar não tem apresentado grande impacto para os exportadores de celulares, pois os componentes entram mais baratos no País", avalia Eduardo Tude, presidente do Teleco.

De acordo com o analista, os números de fevereiro apontam para a tendência de que a média de exportações de celulares do Brasil se mantenha na mesma faixa de 2005.

No último ano, o Brasil exportou 32,9 milhões de aparelhos - mais de 50% da produção local, estimada em 65 milhões de aparelhos, pela Abinee - e faturou 2,4 bilhões de dólares com as vendas externas, receita recorde para o setor.

"Os resultados de fevereiro e março mostram crescimento sobre os mesmo meses do ano passado, o que indica que este resultado, no mínimo deve se manter", analisa Tude.

O principal destino das exportações brasileiras são os Estados Unidos (9,8 milhões de unidades, em 2005), seguidos pela Argentina (7,5 milhões) e União Européia (4,1 milhões), nesta ordem.

Os principais pólos de produção para a exportação são a Zona Franca de Manaus, onde se concentra a produção da Nokia, e São Paulo, onde está instalada a Motorola, segundo o analista.

Apesar do alto volume de exportações, o Brasil registrou importações de 161 mil aparelhos entre janeiro e fevereiro de 2006, gastando 23,1 milhões de dólares na compra de aparelhos do exterior (contra exportações de 3,2 milhões de aparelhos e receita de 318 milhões de dólares no mesmo período).

"Este número de importações corresponde a modelos de entrada, que as empresas trazem para testar o potencial de consumo, ou aparelhos de baixo custo, que só são produzidos em algumas partes do mudo", explica Tude.

O telefone celular é o item mais exportado da indústria eletrônica brasileira.

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