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Telecom

Brasil terá 768 mil assinantes de WiMax em 2010, diz estudo

Pesquisa da Maravedis revela ainda que mercado de equipamentos para WiMax movimentará US$ 300 milhões no Brasil no mesmo ano.

Por Daniela Moreira, do IDG Now!

05 de abril de 2006 - 14h34
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Uma pesquisa realizada pela Maravedis junto a operadoras, fornecedores, órgãos reguladores e provedores para traçar perspectivas para a adoção da tecnologia de acesso a banda larga sem fio WiMax no Brasil revela que o País terá 768 mil assinantes do serviço em 2010.

O estudo aponta ainda que o mercado de equipamentos no Brasil – que em 2005 movimentou apenas 6 milhões de dólares, principalmente em equipamentos não-licenciados para a freqüência de 5,8 GHz (que não requer licença de operação) – movimentará 300 milhões de dólares no mesmo ano.

Entre os estímulos necessários para que a tecnologia decole, Eduardo Prado, co-autor do estudo, cita a licitação de espectro na freqüência de 3,5 GHz – voltada ao chamado padrão WiMax nomádico ou fixo – e a redução no preço das CPEs (Customer Premises Equipments), equipamentos necessários para a conexão às redes.

“Hoje uma CPE custa em média 500 dólares. Para ser comercialmente viável para o mercado doméstico tem que ter um custo médio de 100 dólares, o que só deve ocorrer em 2009”, projeta Prado.

Para o executivo, o WiMax deve deslanchar primeiramente no mercado corporativo, onde estes custos podem ser mais facilmente absorvidos.

A pesquisa prevê ainda que, em 2010, 70% dos usuários de WiMax serão residenciais e móveis. A tecnologia será usada para suportar a conexão de dispositivos móveis a banda larga, TV, voz sobre IP, entre outras aplicações, de acordo com Prado.
Cenário

O WiMax opera em três diferentes freqüências, a de 3,5 GHz, que exige licitação e suporta o padrão fixo; a de 2,5 GHz (também licitada), que concentra principalmente os provedores de MMDS (multichannel multipoint distribution service) e suporta o padrão móvel; e a de 5,8 GHz, também utilizada pelo padrão fixo, porém não-licitada.

Hoje, já é possível utilizar o WiMax na faixa de 5,8 GHz, com equipamentos pré-WiMax (não homologados pelo WiMax Fórum, mas autorizados pela Anatel), mas o grande impulso comercial deve acontecer com a licitação de banda na freqüência de 3,5 GHz, que estava prevista para março deste ano, mas não aconteceu.

“O mercado acredita que a licitação deve ser feita até julho, mas tenho minhas duvidas”, diz Prado, atribuindo ao momento político o possível adiamento do processo.

A Embratel e a Brasil Telecom são as duas únicas operadoras que já possuíam espectro na faixa, adquirido em um licitação em 2002, para PMP (ponto-multi-ponto), antes de se definir que a freqüência seria usada para o WiMax.

Para prover serviços baseados na tecnologia, contudo, as operadoras poderiam utilizar os equipamentos pré-WiMax, mas, segundo Prado, provavelmente esperam que os equipamentos WiMax já homologados pelo Fórum sejam agora autorizados pela Anatel.

Segundo Prado, a Anatel deve iniciar os testes em junho e homologar os equipamentos em cerca de dois meses, o que significa que até o final do ano podemos ter serviços comercialmente disponíveis no País.

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