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Telecom

Impacto do wireless nas corporações

O analista Craig Mathias, da consultoria Farpoint Group explica quais os impactos das tecnologias wireless nas corporações.

Por COMPUTERWORLD

11 de abril de 2006 - 19h42
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En entrevista à Cara Garretson, editora da Networkworld / EUA, o analista Craig Mathias, da consultoria Farpoint Group explica quais os impactos das tecnologias wireless nas corporações hoje.

NWW – Por que as comunicações sem fio são cruciais para as corporações?
Mathias –
A chave para qualquer negócio é a informação, e as comunicações sem fio possibilitam que você consiga tomar decisões antes de seus concorrentes. Esse é o diferencial: conseguir as informações onde e quando você precisa a tempo de tomar decisões.
Além disso, existe uma grande oferta de tecnologia a preços acessíveis, então fica claro o incentivo para que os usuários finais conheçam mais sobre a tecnologia. E uma vez que isso acontece, os gerentes de TI precisam saber disso. Chamamos isso de efeito Mac, quando as pessoas começaram a querer usar Macs para fazer seu trabalho. É a mesma coisa com o celular. Uma vez que você se torna wireless, você não volta a querer os fios. TI precisa saber disso para suportar as demandas dos usuários finais.
Os preços, por sua vez, continuarão a cair. Os adaptadores para redes locais sem fio custavam 1,4 mil dólares, hoje eles são gratuitos.

NWW – Mas o que é bom para o usuário não é necessariamente para o gerente de TI – como você gerencia tudo isso?
Mathias – Não há uma uniformidade real nesses dispositivos ainda, então não é como gerenciar uma rede cabeada. Olhando da perspectiva do help desk, por exemplo, como gerenciar o que as pessoas trazem dentro de seus celulares. Nós sugerimos que as empresas definam um ou no máximo dois modelos de celulares. Mas quem treina o treinador? Como você se mantém atualizado com tudo isso? Esse é um ponto muito significativo.

NWW – E como você decide quem na organização deve ter acesso wireless?
Mathias –
Isso começa com uma política de informação, que tipo de informações a empresa possui, quem precisa acessá-las e sobre quais circunstâncias. Não há muita informação que precisa estar disponível para muitas pessoas.
O Blackberry, por exemplo, pode ser um símbolo de status, mas também pode ser uma coleira eletrônica. Uma reclamação constante que recebo é “Estou sempre conectado”. Há até uma ação judicial sobre um funcionário que trabalhou oito dias, direto, sem interrupções...acho que ele estava com seu Blackberry. Isso muda toda a relação do empregado com a empresa. Acho que em muitos casos esses dispositivos criam uma ambiente de tirania. Será que estamos criando um ambiente, que em longo prazo, acabará com a produtividade?

NWW – O que há de mais quente nas tecnologias wireless hoje?
Mathias –
O assunto mais quente hoje, sem dúvida é o VoIP. Assim como estamos usando VoIP nas redes fixas, também vamos usar nas redes sem fio, não nas celulares, mas VoIP sobre Wi-Fi ou o que chamamos de VoFi. Já existe alguns produtos desses no mercado. Essa é a convergência real de voz e dados. Outro ponto é o WiMAX. Há muitas idéias erradas sobre o WiMAX ou microondas fixas. É usada para acesso à internet em áreas rurais, offshore, entre prédios, etc. A versão fixa é para acesso à internet e a versão móvel está a 20 anos de distância. Há também o USB wireless que é basicamente uma rede pessoal que você leva no bolso.

NWW - A demanda por tecnologias wireless tanto do lado dos usuários, quanto das corporações parece não ter fim atualmente. Quando isso vai terminar?
Mathias –
A demanda por wireless não vai diminuir a não ser que cause tumores no cérebro. Alguma coisa eventualmente vai te matar um dia, mas provavelmente não será um celular.


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