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Redes Mesh tornam-se peça-chave da mobilidade

Por Ana Paula Oliveira, do Computerworld

09 de maio de 2006 - 09h35
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Para o executivo, uma das maiores vantagens da tecnologia é que ela apresenta preço similar ao de uma rede de fibra, mas com manutenção muito mais barata. “Uma rede Mesh tem um custo operacional, no mínimo, cinco vezes menor que a rede cabeada”, garante Cardoso. As perspectivas são tão otimistas que, por conta da nova tecnologia, que a empresa quer praticamente triplicar seu faturamento neste ano, chegando à casa dos 14 milhões de dólares.

Devagar se vai ao longe
Apesar de contar com os produtos já em fase de certificação, a estratégia da Motorola para comercializar redes Mesh no País é um pouco diferente. A empresa conta com equipamentos nas freqüências 2,4 GHz – não licenciada – e 4,9 GHz – em consulta pública na Anatel para uso exclusivo de segurança pública – mas prefere fazer um trabalho de base, apresentando as tecnologias aos órgãos públicos. “Aqui percebemos que a adoção de Mesh pode esperar até 2007”, avalia Bruno Nowak, gerente de solução de negócios da Motorola.

Para Nowak, mais importante do que conectar a polícia em Mesh é fazer a digitalização dos rádios usados em todo o País. “Hoje mais de 10 Estados já contam com infra-estrutura de rádio digital, mas ainda temos um longo caminho a percorrer”, comenta. Além disso, o gerente ainda vê alguns desafios que precisam ser definidos, como aspectos regulatórios.

Mais que a oferta pura e simples da tecnologia, a Motorola está de olho no mercado de aplicações para essas redes. Entre as idéias da empresa está a transmissão de vídeo ao vivo em estradas, praias e outros locais estratégicos para a segurança. Outra aplicação seria a possibilidade de realizar perícias por vídeo, sem exigir a presença física do perito em cada cena de crime. “Em um estágio mais avançado, quando a força policial estiver equipada com laptops ou handhelds, seria possível um sistema de reconhecimento de impressões digitais em tempo real, permitindo a detenção imediata de suspeitos”, sugere, otimista, o executivo da Motorola.

Mesh x WiMax
A chegada da tecnologia Mesh não tira de cena o WiMax, alardeado mundialmente como a solução de todos os problemas na área de banda larga e mobilidade. Na visão de Marcelo Ceribelli, diretor da Nortel, as tecnologias serão complementares. “O custo de um terminal WiMax inicialmente será bem mais alto que o do terminal que pode acessar Mesh. Hoje todos os desktops já vem com suporte para Wi-Fi (802.11). Como o WiMax móvel ainda não está pronto, para o usuário final, o Mesh é bem mais barato e já está acessível”, opina.

Para Cardoso, diretor da AI Solutions, as redes Mesh antecipam o uso do WiMax. “Hoje o WiMax prega uma interoperabilidade que ainda não tem e não deve ter em curto prazo”, pondera. Já Nowak da Motorola, vê a chegada das redes Mesh como uma oportunidade para o usuário se familiarizar com as novas redes de banda larga. “Todas as correções e adaptações serão feitas em Mesh e quando o WiMax móvel chegar, o mercado já estará pronto para adotar a tecnologia”, conclui.

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