Telecom
Padrão japonês de TV digital pode ser conflito para teles baseadas em GSM
Segundo a operadora de telefonia móvel Claro, escolha pelo ISDB pode trazer problemas de escala, já que o Japão não opera com redes GSM.
Por André Borges, do COMPUTERWORLD
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A eventual confirmação de que o governo brasileiro realmente já tenha optado pelo padrão de TV digital defendido pelos japoneses não agrada em nada as operadoras de telecomunicações que operam com redes baseadas em GSM.
Durante debate realizado no 5º Tela Viva Móvel, evento que acontece esta semana em São Paulo, o diretor de assuntos regulatórios da Claro, Marcelo de Carvalho, disse não ter “nada contra o sistema japonês”. No entanto, o executivo destacou que a operadora usa GSM no Brasil, enquanto não se usa esta mesma tecnologia no Japão. “É preciso lembrar que precisamos de escala para viabilizar tudo isso”, comentou.
Para o diretor de tecnologia Roberto Franco, da emissora de televisão SBT, o governo precisa definir a padronização o mais breve possível. Ao falar sobre o assunto, Franco declarou que o padrão norte-americano não privilegia a tecnologia portátil, enquanto o DVB europeu exige que as transmissões terrestre e portátil sejam tratadas em plataformas independentes. O SBT, em parceria com a Universidade Mackenzie e a TV Abril, vem realizando testes com transmissão de TV digital nvia padrão japonês.
Se de um lado o diretor de assuntos regulatórios da Claro, Marcelo de Carvalho, chegou a dizer que “o sistema de transmissão para TV móvel não será o mesmo da fixa”, por outro o executivo da rede SBT chamou a atenção para a escolha de uma “tecnologia que permita a trasmissão em qualquer tipo de ambiente”.
Entre as divergências, um ponto de consenso. Para o diretor de tecnologia da radiodifusora, está claro que o uso das redes de telefonia móvel já instaladas é a forma mais econômica e ágil de oferecer serviços de interatividade, fator que que interessa, obviamente, às teles, já que poderiam oferecer serviços associados à transmissão aberta dos conteúdos televisivos.
PowerPoint
Outro ponto em comum entre os executivos diz respeito à lentidão e à falta de planejamento quando se trata de desenvolvimento de produtos. “Precisamos ter metas para trabalhar juntos. No Brasil, não gostamos de planejar, e isso é complexo”, comentou Marcelo de Carvalho.
Questionado sobre acordos práticos ou projetos que a Claro esteja realizando com parceiros, o executivo preferiu não citar exemplos. Mas acrescentou: “Nosso nível de planejamento é PowerPoint. Precisamos começar a fazer Excel”.
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