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Telecom

Alcatel aposta em serviços gerenciados para crescer

Fusão com a Lucent dará escala de cobertura, principalmente na América do Norte, e maior potencial de clientes, diz VP Alain Plenier.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

12 de maio de 2006 - 13h33
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A ampliação dos negócios da divisão corporativa da Alcatel, traçada pela companhia como estratégica para 2006, ganhará fôlego com a consolidação da fusão com a Lucent, principalmente no que diz respeito à cobertura geográfica e oferta de serviços.

Essa é a percepção de Alain Plenier, vice-presidente da divisão corporativa e-Business Networking Division, para a América Latina. De acordo com o executivo, a Lucent não tem mais o poder de ofertas que tinha anteriormente para a área corporativa, o que deixou, em parte, seus clientes desatendidos. “Isso nos gera uma oportunidade fantástica sobre as ofertas, principalmente no que diz respeito aos serviços gerenciados de comunicação – managed communication services (MCS), em inglês”, aponta.

Quanto à cobertura regional, o executivo aponta que a Alcatel ganhará presença notável na América do Norte. “Principalmente nos Estados Unidos, a Lucent tem presença notável. Isso vem complementar a boa penetração que a Alcatel já tem na Ásia, América Latina e Europa”, diz. Nessa semana, a Alcatel deu mais um passo em direção à fusão. A companhia informou na terça-feira (09/05) ter preenchido a declaração de registro com a Comissão de Valores e Mobiliários (Securities and Exchange Comission-SEC) dos Estados Unidos. O documento compreende o prospecto preliminar da Alcatel relativo à oferta das Ações Depositárias Americanas da Alcatel e forma as bases das ações ordinárias da Alcatel na proposta de fusão, além de uma procuração preliminar da Lucent Technologies que será enviada para a reunião especial dos acionistas da Lucent Technologies, na ocasião da votação da fusão.

Durante o evento Latin America Business Partner Meeting 2006, destinado a parceiros da região e realizado nesta semana em Angra dos Reis (RJ), Plenier também enfatiza que a companhia está se moldando para atender a demanda crescente de serviços de TI e telecomunicações. “As empresas hoje têm abandonado a idéia de comprar todas as soluções e optar por contratos de terceirização porque querem, principalmente, redução do custo total de propriedade, qualidade de serviço e soluções mais flexíveis e modulares”, ressalta, citando uma pesquisa feita pela consultoria McKinsey com CIOs de 100 companhias globais.

A Alcatel indica que suas principais etapas de expansão compreendem, na seqüência, crescimento da participação de mercado em IP, a expansão em aplicação de software e a busca pela liderança em serviços gerenciados de comunicação.

Muito além da telefonia

Na avaliação da Alcatel, os principais desafios dos provedores de serviços de comunicações estão em driblar a queda nas receitas de telefonia fixa e nos preços de serviços básicos de conectividade. Além disso fornecer segurança às redes de dados dos negócios, desenvolver novos serviços de comunicação, convergentes e IP, e oferecer melhorias nos processos de negócios são diferenciais para que os negócios do ramo continuem aquecidos.

No caso da companhia francesa, os parceiros parecem ganhar consideração notável neste processo. Entre os principais estão Thales e Sygate para a área de segurança, Aruba e Nokia para mobilidade, Salesforce.com e Nuance para solução de contact center, Microsoft e Polycom para colaboração, IBM e a recém-anunciada Impsat para serviços gerenciados de comunicação. No caso da Nokia, a Alcatel tem uma iniciativa que pretende concretizar o roaming automático de WLAN para redes GSM até o fim do ano nos países nórdicos. A expectativa é que até 2007 a tecnologia também chegue ao Brasil.

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