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OAB-SP pede rigor para evitar comunicação por celular nos presídios

O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, disse que é preciso dar prioridade a ações para eliminar a comunicação entre os detentos e os criminosos que estão do lado de fora dos presídios.

Por COMPUTERWORLD*

15 de maio de 2006 - 14h47
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O presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luiz Flávio Borges D’Urso, disse que é preciso dar prioridade a ações para eliminar a comunicação entre os detentos e os criminosos que estão do lado de fora dos presídios. "O telefone celular é um instrumento do crime organizado que precisa cessar. Isso o Estado ainda não conseguiu resolver".

Leia também: SP estuda bloqueio a celulares próximo a presídios 

Segundo D´Urso, a OAB-SP confia no Estado e há condições de controlar a situação. Para ele, a sensação de impunidade é um dos principais fatores da ousadia do crime organizado. "Isso não é algo que possa ser resolvido emergencialmente. Estamos em um momento atípico. Ao se reestabelecer a normalidade, é indispensável que o foco do Estado seja que o indivíduo tenha certeza da punição".

O presidente da entidade reafirmou ainda suas posições contrárias ao aumento da pena ou à aplicação de pena de morte como saídas para a onda de violência que atinge o estado. "Isso não resolve. No mundo inteiro não resolveu. Temos que equipar o Judiciário, as polícias, fazendo com que o Estado possa punir. Reitero que num momento atípico como esse é preciso manter a serenidade, continuar pautado no Estado Democrático de Direito", concluiu.

A Secretaria de Segurança Pública ainda não divulgou novo balanço sobre a onda de crimes que começou na última sexta-feira (12/05) à noite. Os dados oficiais mais recentes foram apresentados no final da noite de domingo e apontam um total de 115 ataques contra prédios públicos e postos das polícias Civil e Militar em todo o Estado. Segundo o balanço, pelo menos 50 pessoas foram assassinadas.

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