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Telecom

Momento de definição para a telefonia IP

Depois de aderir ao VoIP para reduzir custos com chamadas interurbanas, corporações partem para a telefonia IP em busca de uma comunicação totalmente unificada.

Por Ana Paula Oliveira, do Computerworld

01 de junho de 2006 - 19h43
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Ninguém mais duvida que a adoção de voz sobre o protocolo IP – o famoso VoIP – chegou realmente para ficar, tanto no mundo corporativo, quanto para  os usuários finais. Basta olhar o “fenômeno” Skype para comprovar esse sucesso. Não existem mais segredos na hora de trafegar voz sobre protocolo IP e nem empresas detentoras de exclusividade nesse mercado, e a tendência é que isso aumente cada vez mais.

Depois de comprovar na prática a redução dos custos com interurbanos, o próximo passo do mercado corporativo é decidir quando a empresa irá evoluir rumo à telefonia IP pura. Essa decisão inclui, além de simplesmente trafegar voz e dados em uma mesma rede, o uso de recursos avançados de telefonia, a criação de aplicações customizadas de acordo com a atuação de cada organização e a possibilidade de começar a desenhar um projeto detalhado de comunicação unificada para toda a base de usuários.

Mas em que ponto deste processo as empresas brasileiras estão posicionadas? Será que os CIOs têm consciência dessa gama de recursos que podem ser explorados pela empresa ou a realidade impede os investimentos na migração para telefonia puramente IP, deixando as companhias amarradas somente ao VoIP por tempo indeterminado?

Na visão de Emerson Murakami, diretor de tecnologia da Datacraft, integradora de sistemas de telefonia IP, a maioria das empresas nacionais já têm consciência do que é telefonia IP. “Nosso perfil de cliente geralmente já usa VoIP e tem interesse nessa convergência de recursos. É uma coisa que ele já vislumbra”, revela o executivo, acrescentando que um dos grandes obstáculos, porém, é o custo de substituir toda a rede de telefonia tradicional por um PABX totalmente IP.

Segurança?
Murakami alerta, no entanto, que não adianta levar em conta apenas o aspecto financeiro na hora de adotar ou não a telefonia IP. “Outros critérios importantes como o design do projeto de rede, qualidade de serviço, segurança e adequação à infra-estrutura existente também devem ser ponderados”, diz.

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