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Telecom

Momento de definição para a telefonia IP

Por Ana Paula Oliveira, do Computerworld

01 de junho de 2006 - 19h43
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Antes de sair pensando nas aplicações customizadas que a empresa vai precisar, outro ponto fundamental a ser definido é a segurança. “É estranho porque algumas empresas até ficam surpresas quando falamos que ela está sem telefone porque o PABX está com vírus”, conta o executivo da Datacraft. Na realidade, quando voz e dados compartilham a mesma estrutura, o foco em segurança deve ser ainda maior, pois inclui, além da segurança da rede física, fatores como segurança nos switches, nos aparelhos, no PABX IP e claro, também nos servidores.

Concluída essa fase, o CIO pode começar a olhar para as aplicações, tanto genéricas, como agendamento de salas de reunião e voice-mail integrado às aplicações de correio eletrônico, até recursos customizados como, por exemplo, ligações bilhetadas para um escritório de advocacia que cobra honorários por hora dedicada à cada cliente ou ainda um relógio de ponto eletrônico para prestadoras de serviços terceirizados de limpeza e manutenção.

Atualmente, a Datacraft conta com 10 clientes de telefonia IP pura. A grande concentração dessa demanda ainda está em mercados como os de São Paulo, Rio de Janeiro e na região Sul – principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul. Nessa lista, encontram-se empresas como Pfizer (veja box abaixo), Oracle, IQPC e Powerwell. “Esse é um mercado bastante aquecido e acho que vamos dobrar o número de clientes até o fim do ano”, revela Eduardo Ruffo, gerente de pré-vendas da integradora.

Na liderança mundial do segmento, a Cisco também avalia com o mesmo otimismo o potencial de adoção nas empresas brasileiras. Na análise de Luiz Machado, gerente de desenvolvimento de negócios em comunicações IP, o mercado local cresceu quatro vezes no primeiro semestre fiscal deste ano (julho de 2005 a janeiro de 2006) em comparação ao ano anterior. “A penetração da telefonia IP ocorre em empresas de todos os portes, geralmente começando com ambientes pequenos, para uma expansão posterior”, ele detalha.

Machado revela que hoje cerca de 300 organizações no País já adotam PABX IP da Cisco. “Desse total, entre 15% e 20% já usam aplicações como vídeo em suas redes”, revela. Nessa base estão empresas como a Veracel, empresa do grupo Aracruz que abriu uma nova fábrica e investiu quase 1 bilhão de dólares na adoção de uma estrutura de telefonia 100% IP. Machado identifica os movimentos de expansão, fusão e novas estruturas como potenciais para a adoção da tecnologia. “E é também nesse momento que a empresa sente a necessidade de criar aplicações mais elaboradas como mobilidade dos ramais, vídeo e a instalação de softphones”, argumenta.

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