Telecom
Momento de definição para a telefonia IP
Por Ana Paula Oliveira, do Computerworld
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Se por um lado ainda é difícil mapear a adoção da telefonia IP no País, em virtude do cenário multifacetado com empresas em ritmos totalmente diferentes, de outro fica bem claro que a evolução dessa tecnologia tende a levar, em médio e longo prazo, a realidade corporativa nacional para um ambiente de comunicações realmente unificadas, tendo como base uma única plataforma IP. Agora só resta esperar para saber como e quando isso vai acontecer.
Pfizer: pioneirismo na adoção do IP
A farmacêutica, que já usava IP para transmitir voz e dados no mesmo meio físico, instalou agora novos recursos de caixa postal e mobilidade, além de convergir imagens e informações do sistema de segurança
Depois de implementar projeto de integração via rede de fibra óptica, em 2004, a Pfizer do Brasil está ampliando as funcionalidades de sua rede de telefonia IP. “A partir deste ano, todos os executivos tiveram seus telefones trocados para acessar o novo recurso ‘videofone’ por IP”, conta Eduardo Kondo, coordenador de TI da farmacêutica. Além dessa aplicação, os funcionários da empresa já contam com ferramentas como central de mensagens unificadas, fax e voice-mail no Outlook.
Depois de comprar a concorrente Pharmacia, em 2003, a Pfizer se viu diante da missão de integrar rapidamente as duas estruturas. A partir de então, iniciou-se um projeto, desenvolvido pela Datacraft, para conectar os dois prédios em São Paulo – ambos localizados na mesma rua, um de frente para o outro – com uma rede de fibra óptica que utilizaria telefonia IP para transmitir dados e voz.
Essa comunicação também estaria interligada a um datacenter centralizado. Para isso, a estrutura da matriz da empresa foi aproveitada e o PABX IP foi alocado neste mesmo espaço, onde a central de telefonia fixa já estava instalada. “Atualmente, 60% dos terminais utilizam telefonia convencional e 40% estão com VoIP. São 250 telefones IP”, afirma Kondo.
Comprovando, em aplicações práticas, a tese de que a adoção de telefonia IP vai além da redução de custos com ligações, todos os atendentes do call center da divisão de Saúde Animal da empresa já recebem mensagens no telefone IP e no celular, o que agiliza o retorno aos clientes. “Quando uma ligação cai na caixa postal, o sistema automaticamente retransmite essa mensagem para o celular”, detalha o executivo.
Outro recurso que a plataforma IP oferece à farmacêutica é o de “chefe-secretária”. “Por exemplo, uma secretária que dá suporte a vários gerentes pode configurar o telefone de cada um deles e selecionar quais ligações querem receber”, explica. A telefonia via rede também permite que o ramal seja virtual, ou seja, suas configurações podem ser transferidas para qualquer outro aparelho conectado à rede apenas com a inserção de usuário e senha; é o que Kondo chamou de telefone ambulante ou extension mobility.
Além disso, a Pfizer convergiu há dois anos todo o sistema de segurança para uma rede IP paralela à corporativa, em um projeto de building access control (BAS). “Uma rede IP separada logicamente gerencia todas as câmeras, faz o controle de acesso e controle do perímetro”, esclarece.
Como as ligações externas só são realizadas mediante inserção de usuário e senha, a empresa também consegue garantir a segurança e transferência eficiente dos dados, já que a rede pode ser dividida, logicamente, em duas partes: uma voltada somente para a transmissão de dados e a outra para voz. “Além de uma maior segurança, conseguimos priorizar a voz, já que a concorrência com os dados interfere na qualidade da ligação”, esclarece Kondo. (Camila Rodrigues, especial para COMPUTERWORLD)
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