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Internet ganha confiança para tráfego de dados

Apesar da adoção massiva de VPN para operações críticas, empresas começam a descobrir que a rede pública já oferece bom grau de segurança – e muita economia.

Por Ceila Santos, especial para o COMPUTERWORLD

09 de junho de 2006 - 12h55
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O controle de direitos autorais representa uma aplicação crítica, daquelas que demandam investimentos pesados em segurança e integridade de dados? Pode parecer que não, mas na verdade, somente em 2005, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, conhecido pela sigla ECAD, recebeu 255 milhões de reais dos autores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos, entre outros profissionais que produzem e reproduzem obras musicais no Brasil.

Recursos dessa ordem exigem segurança e sigilo máximos ao serem transferidos pelas 21 associações arrecadadoras do ECAD, mas, em muitos casos, a tarefa de gerenciar essa arrecadação foi feita única e exclusivamente por meio da rede IP mais comum de todas, a internet pública. “É óbvio que esses processos exigem investimento forte do ECAD em segurança”, confirma José Pires, gerente de TI da instituição. Mesmo assim, o ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line) é a infra-estrutura mais utilizada para tais transferências eletrônicas.

Este uso ocorre principalmente quando o ECAD repassa em torno de 213 milhões de reais aos 214 mil titulares de música cadastrados do País. “A comunicação entre empresas pode ser realizada via internet pública desde que sejam levados em consideração requisitos de segurança. Informações confidenciais, por exemplo, devem ser mantidas em sistemas não acessíveis remotamente e devem ser mantidas criptografadas”, observa Júlia Dultra, analista de segurança do Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) da RNP (Rede Nacional de Pacotes).

Para a especialista, a adoção da internet pública demanda um cuidado maior com questões relacionadas à confidencialidade, integridade e autenticidade dos dados, com destaque para atitudes de prevenção. Já Pires, do ECAD, explica que essas precauções foram tomadas para as transações eletrônicas e que nem todos os acessos acontecem via banda larga convencional. “Ainda trabalho com links dedicados, mas a banda larga é uma ótima alternativa de conexão com as agências que não têm condições de arcar com as despesas altas desse tipo de acesso”, explica.

Na era do vale tudo pela redução de custos, será que a internet não poderia tornar-se a conectividade principal entre as empresas? Para algumas empresas têm sido assim. Mas Brasil Telecom, Embratel, Telefônica e Telemar, procuradas pela reportagem do COMPUTERWORLD, preferiram não participar desta reportagem para informar como anda a qualidade e a segurança do backbone utilizado pelos brasileiros acessar a internet.

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