Telecom
Especialistas especulam sobre futuro da web
Por COMPUTERWORLD
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KAHN - É um veículo de interação social. De interação comercial. De acesso a informação. Também é muito frágil porque requer cooperação ao redor do mundo para funcionar. Espero que continue assim.
O potencial de interação entre empresas (B2B) não foi explorado nem perto do que poderia ser. Hoje, a maioria das pessoas acessa web sites corporativos para ver o que as empresas estão oferecendo, talvez fazer pedidos. Mas isso está só no começo.
A capacidade de a própria internet facilitar o encontro de organizações virtuais será muito importante. Ainda não aconteceu realmente, mas acho que é um dos próximos passos que veremos.
PARULKAR - A comunidade de pesquisa tem que olhar para além da internet, e o GENI é isso. O GENI tem duas partes. Uma é pesquisa. A outra são instalações experimentais onde pesquisadores podem demonstrar e implementar tecnologias em escala. Existe meia dúzia de infra-estruturas experimentais que a NSF apoiou. PlanetLab é um tipo de infra-estrutura experimental global. Suporta as chamadas redes de camadas virtuais ou “virtual overlay networks” sobre a internet.
O paradigma é uma infra-estrutura física que possa ser usada pelas equipes do meu pessoal ao mesmo tempo que para implantar suas próprias idéias – uma infra-estrutura física divisível em “fatias” virtuais. Dentro da “fatia”, elas podem implementar sua própria pilha de protocolo e serviços e demonstrar aquilo. A importância disso é que você pode dar a diferentes pessoas uma parcela de um recurso, mas elas pensam que o recurso inteiro pertence a elas. Todo mundo concorda que é um ótimo meio para uma estrutura de pesquisa interessante. Mas algumas pessoas estão dizendo que talvez seja, também, uma ótima estrutura operacional.
O que os usuários querem é poder criar sua própria rede virtual com seu próprio comportamento, segurança, robustez e qualidade de serviço. Ao invés do transporte ponto a ponto, se você lhes der o mecanismo pelo qual obtêm sua própria rede virtual, as corporações ficarão mais felizes. Os fornecedores podem vender algo com maior valor agregado do que VPNs. Podem oferecer serviços ainda mais sofisticados para os clientes.
Linha do tempo
1957 – A União Soviética lança o Sputinik, o primeiro satélite criado pelo homem. Em resposta à iniciativa o presidente norte-americano Eisenhower cria a Agência de Projetos e Pesquisas Avançadas (ARPA) dentro do Departamento de Defesa.
1962/ 1968 – As redes de switches de pacotes são desenvolvidas.
1969 – O Departamento de Defesa autoriza o funcionamento da Arpanet para pesquisas em rede, com o primeiro nó na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, seguido por nós na Universidade de Stanford, na Universidade da California, em Santa Barbara, e na Universidade de Utah.
1971 – O primeiro e-mail é enviado.
1973 – As primeiras conexões globais para a Arapanet são estabelecidas, com nós na Universidade de Londres e no Royal Radar, na Noruega.
1974 – Cerf e Kahn publicam “Um protocolo para intercomunicação com a rede de pacotes”, que hoje é reconhecido como o documento de base que descreve pela primeira vez como conectar diferentes redes de pacotes.
1976/1982 – Kahn e Cerf lideram o desenvolvimento dos protocolos TCP e IP para a Arapanet. Estes protocolos se tornarão o backbone da internet.
1984 – O número de hosts excede mil. O sistema de nomes de domínios é criado.
1989 – O número de hosts ultrapassa os 100 mil.
1990 – Arpanet não existe mais, simbolizando a comercialização da internet. O número de hosts é superior aos 300 mil.
1991 – A World Wide Web, desenvolvida por Tim Berners-Lee é lançada pelo CERN. A web oferece um sistema de hipermídia distribuída para a internet.
1993 – O browser gráfico Mosaic é criado por Marc Andreessen e sua equipe no Centro Nacional para Aplicações de Supercomputação. A Casa Branca e as Nações Unidas estão online.
1994 – Comunidades locais de Lexington e de Cambridge, em Massachusetts estão online e a internet começa a tocar a sociedade de muitas maneiras e em muitos níveis.
1998 – A Microsoft entra nos mercados de provedores de serviços de rede e browsers.
2006 – A internet é onipresente com acessos wireless e milhões de nós e está se transformando em um veículo fundamental de transações na economia global.
Fonte: COMPUTERWORLD / EUA
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