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Telecom

Lucent inaugura laboratório de segurança para redes

Com uma equipe de mestres e doutores na área de segurança da informação a empresa quer fomentar o desenvolvimento de soluções que garantam a segurança das redes backbone, VoIP e IPTV.

Por * Camila Rodrigues, especial para o COMPUTERWORLD.

19 de julho de 2006 - 08h40
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Além de equipamentos de infra-estrutura para redes, a Lucent Technologies também está investindo em pesquisa para evitar fraudes e controlar o acesso às redes de telecomunicações, aos backbones e aos serviços de VoIP e IPTV. Para isso, inaugurou nesta terça-feira (18/07) um laboratório de pesquisa e desenvolvimento de soluções de segurança na sede da empresa, em Campinas.

Paulo Perez, gerente de consultoria em segurança da Lucent, revela que inicialmente o laboratório contará com cinco profissionais especializados, mas que este número será expandido em breve. Uma das fontes de mão-de-obra é a parceria com a Unicamp.

Os mestres e doutores em segurança da informação ficarão alocados em uma sala com espaço para seis estações de trabalho e utilizarão tanto o laboratório de dados, quanto o espaço que simula a infra-estrutura de uma operadora. “Essa equipe estará com foco na construção de soluções como de controle de acesso e autenticação nas redes de dados e telefonia”, explica Perez.

O presidente da Lucent Technologies do Brasil, Wagner Gonçalves, conta que a empresa vem investindo em segurança de redes há quatro anos e que as soluções produzidas na unidade brasileira serão compartilhadas com outras filiais da Lucent no mundo. Questionado sobre uma provável participação da Alcatel nesta nova unidade de serviços, Gonçalves disse que enquanto a fusão não for aprovada por todas as entidades regulatórias, as duas empresas continuam se tratando como concorrentes.

Necessidades a serem atendidas

De acordo com a Lucent o foco em segurança visa atender a uma demanda das operadoras que surgiu há um ano aproximadamente, após o registro de um número muito alto de perdas com fraudes no ano passado. Pesquisa da Analysis Research, feita com 104 operadoras de telefonia em todo o mundo ao longo de 2005, revela que elas perdem, em média, 11,6% das receitas com fraudes. “A imagem da operadora passa a ser afetada e os assinantes começam a ir embora”, atenta Gonçalves.

Junto com as fraudes, o barateamento da banda larga e o uso indiscriminado de peer to peer (P2P) que, segundo levantamento das operadoras, consome cerca de 80% da banda de todos os backbones do Brasil, afirma Perez, da área de segurança. “As operadoras sabem que têm de oferecer serviços e aplicações para sobreviverem, e para isso é preciso ter banda. Por isso, é muito importante ter controle do tráfego da rede. Atualmente, as operadoras não sabem o que passa pela sua rede”, diz o executivo. E sem conhecer, elas têm mais dificuldades para oferecer serviços com qualidade.

Outro fator apontado é que, com os novos serviços, surgem outros tipos de vírus. Perez anuncia as pragas já existentes: “Já existem ataques para IPTV e softfone, sem contar o VoIP spam, em que um único computador tem condições de fazer até quatro mil ligações simultaneamente”.

* A reporter visitou o laboratório da Lucent, em Campinas, a convite da Lucent.

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