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Telecom

EBITDA da Claro volta ao azul em 2006

Os ganhos antes de impostos, depreciação e amortização no segundo trimestre tiveram margem de 12,7% enquanto no consolidado do primeiro semestre atingiram 14%.

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

27 de julho de 2006 - 16h08
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A América Móvil divulgou nesta quinta-feira (27/7) os resultados financeiros do segundo trimestre. O grupo que controla a Claro no Brasil totalizou 110 milhões de clientes na região, ocupando a quarta posição no ranking das maiores operadoras móveis mundiais, atrás apenas da China Mobile, Vodafone e China Unicom.

A receita do grupo no trimestre foi de 55,9 bilhões de pesos e de 106,6 bilhões de pesos no semestre. O lucro líquido, por sua vez, foi de 10,8 bilhões de pesos no trimestre e de 20,8 bilhões de pesos nos primeiros seis meses do ano.

No Brasil, a Claro conquistou 1,5 milhão de clientes no segundo trimestre, totalizando 2,3 milhões de novos clientes de janeiro a junho. No total, a base da operadora atingiu 20,9 milhões de assinantes.

As receitas da operadora no trimestre foram de 1,8 milhão de reais com EBITDA (lucros antes de impostos, depreciação e amortização) de 231 milhões de reais e margem de 12,7%. No semestre, o EBITDA foi de 464 milhões de reais e margem de 14%.

Para Luis Cosio, ex-presidente da operadora que está retornando ao México e passando o cargo para o executivo João Cox, essa margem é uma conquista da operadora, que ao longo de 2005 não conseguiu margens de EBITDA positivos. “Nos dois últimos anos, enfrentamos um processo de consolidação de empresas que tinham grandes prejuízos, além de um grande problema com o billing. Agora estamos conseguindo colher os primeiros resultados de todo esse esforço”, ele justifica.

Cosio acrescentou que a estratégia até o fim do ano será continuar controlando os custos de forma intensa e oferecer as melhores ofertas aos clientes, para tentar atingir uma margem ideal de EBITDA, que estaria na casa dos 30%. “Queremos melhoria constante mas não temos um prazo para atingir esse objetivo”, garante.

Na opinião de João Cox, ex-presidente da Telemig Celular, que assume agora o controle da operadora, a principal meta é assumir a liderança, sem abrir mão das margens adequadas. O executivo rebate as críticas feitas por concorrentes, de que a operadora estaria apenas comprando mercado com ofertas como a venda de celulares pós-pagos por 1 real. “Nosso EBITDA crescente prova que não estamos queimando preço, mas que temos foco e escala regional, o que nos dá poder de barganha”, conclui Cox.

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