Telecom
Bancos enfim sucumbem aos encantos do mobile banking
Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD
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Além de complicado, o serviço ficava muito caro”, relembra Massayuki Osmar Fujimoto, superintendente de internet e inovações do banco Santander Banespa. Como a evolução constante é parte intrínseca da tecnologia, com a mobilidade não podia ser diferente.A chegada das operadoras GSM, a massificação do modelo pré-pago e a opção da população de baixa renda pelo serviço móvel, em detrimento da assinatura mensal embutida na telefonia fixa, geraram as condições necessárias para que esse mercado crescesse e, melhor ainda, amadurecesse.
Hoje são 92,4 milhões de usuários de celular contra 21,2 milhões de brasileiros com acesso à web. Uma base muito significativa para ser ignorada, principalmente quando se leva em conta o fato de que muitos usuários podem até ter um celular, mas não têm, necessariamente, uma conta-corrente.
Convergência de interesses
Um dos primeiros a identificar essa oportunidade de forma mais concreta foi o Banco do Brasil. Fontes da instituição estimam que, somente no mês de junho, 240 mil clientes utilizaram a solução de mobile banking, totalizando 1,3 milhão de transações no período. Desde o lançamento, o crescimento médio do serviço atingiu índices mensais entre 8% e 10%.
Hoje, por 2,50 reais mensais, os clientes cadastrados realizam consultas, pagam títulos e boletos, fazem transferências, DOCs e TEDs pelo celular. Segundo Alexandre Conceição, gerente-executivo da área de tecnologia do Banco do Brasil, a instituição conseguiu chegar a um modelo adequado de tarifação depois de muita negociação com as operadoras. “Nossa base foi saber que, em média, cada cliente envia entre seis e oito mensagens mensais e,a partir daí,definir um pacote com as operadoras”, detalha.
Para o executivo, a chave do modelo adotado pelo BB é a maturidade operacional e tecnológica atingida também pelas teles móveis.
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