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Bancos enfim sucumbem aos encantos do mobile banking

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

08 de agosto de 2006 - 08h05
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Na parte tecnológica, o executivo destaca avanços como o WAP 2.0, lançado em 2005, que garante mais segurança às transações, e o SIM Card, usado nos celulares GSM e que permitem a inclusão de uma chave criptográfica do banco dentro do próprio chip. Já quando se fala em CDMA, Conceição destaca a chegada da plataforma BREW, da Qualcomm, aos celulares da Vivo, como saída para eventuais problemas de segurança. Afinal, é difícil ignorar a base de 30 milhões de brasileiros que hoje são clientes da única operadora CDMA do País.

Apesar do aparente sucesso da iniciativa, Conceição faz questão de ressaltar que o pacote de serviços móveis é um canal complementar para o cliente e não irá substituir nenhum outro oferecido pelo banco.“Hoje nosso horário de pico na internet é entre 9 horas e 11 horas da manhã, o que revela a tendência de que para grande parte dos nossos  clientes, ir ao banco faz parte da rotina do trabalho.
 
Esse tipo de usuário não quer ligar o PC à noite em casa só para pagar uma conta e queremos oferecer a opção de fazer isso quando ele lembrar, via celular”, arremata.

Fujimoto, do Santander Banespa, também acredita que toda a cadeia envolvida na oferta de mobile banking está entrando num patamar de maturidade. “Os bancos não podem mais virar as costas para a grande vantagem do celular em relação à internet: a capilaridade”, argumenta.

Além da simples oferta de serviços bancários à base existente, outra oportunidade percebida por Fujimoto é a imensa gama de donos de celular que ainda não têm contacorrente.“O banco pode aproveitar esse nicho oferecendo serviços como conta-corrente móvel ou transferência de valores entre correntistas e não-correntistas ou ainda serviços específicos para clientes de financeiras”, exemplifica.

A estratégia do banco, segundo Fujimoto, é oferecer os primeiros serviços até o fim deste ano aos 6 milhões de clientes da instituição.“Vamos explorar todas as modalidades, desde o mobile banking até o mobile payment e o mobile marketing”, adianta. A justificativa para um certo atraso por parte do banco, deve-se, principalmente, à aquisição do Banespa. Por conta dessa fusão, a instituição passou os últimos anos renovando e consolidando toda sua infra-estrutura de TI. “Além disso, em países com tecnologia móvel única, como na Espanha, Chile e Argentina, que usam GSM, ficou mais fácil desenhar o projeto”, resume o superintendente.

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