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Telecom

Bancos enfim sucumbem aos encantos do mobile banking

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

08 de agosto de 2006 - 08h05
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Uma das provas de que o momento do mobile banking pode ter mesmo chegado por aqui é o fato de que o maior banco do País acredita que o celular é hoje o maior instrumento de inclusão bancária existente. “Como temos uma presença forte no varejo, vejo o celular como uma ferramenta importante para captar novos clientes”, afirma Marcos Bader, diretor do Bradesco Dia e Noite, operação que reúne todos os serviços da instituição que podem ser acessados fora da agência.

Primeiro banco a adotar o token – dispositivo que gera uma senha diferente para cada transação – no celular, o Bradesco já tem pronta toda infra-estrutura de segurança para qualquer tecnologia – SIM Card, BREW, WAP – além de duas camadas adicionais de segurança que são comuns a todos os canais de acesso. A diferença em relação aos outros bancos está no leque de serviços oferecidos.

“Será que o telefone móvel é realmente o meio mais adequado para fazer transferências, pagar boletos e digitar extensos códigos de barras?”, questiona Bader.

O serviço oferecido pelo Bradesco desde dezembro prevê a carga de créditos em celulares pré-pagos. Cada conta-corrente tem capacidade para debitar créditos de até cinco números diferentes, desde que sejam previamente cadastrados. A solução também prevê a recarga de aparelhos que estão totalmente sem créditos.“Hoje sabemos na prática que a tecnologia só funciona quando é aderente ao uso”, garante o diretor.

Redes com maior tráfego de dados
Se do lado dos bancos o momento é propício, para as operadoras móveis ele é muito mais do que esperado. Todas elas precisam aumentar a lucratividade, elevar as receitas médias por usuário (ARPU) e gerar mais tráfego de dados. Ao que tudo indica, o modelo de expansão da base sustentado pelo celular pré-pago não tem fôlego para garantir esse salto. E é exatamente nesse nicho que entram os bancos para dar uma mãozinha coletiva, já que fica complicado restringir a oferta de um serviço apenas aos clientes que também são usuários de determinada operadora.

Dessa forma, todas ganham. A TIM, que foi escolhida juntamente com a Nokia e com a IBM para começar a oferta de mobile banking aos clientes do BankBoston é uma das mais otimistas, já que vem colocando seu foco no mercado corporativo desde que iniciou operações no País.“Esperamos por esse momento e nos preparamos para ele oferecendo cobertura nacional, consultores especializados e segurança com o SIM Card”, afirma Valter Aoki, diretor de soluções e parcerias da operadora.

Para Aoki, é natural que o modelo de mobile banking tenha demorado para ganhar força. “O internet banking também não surgiu de uma hora para outra, foi crescendo ano a ano e, em cinco anos, apresentou uma taxa de crescimento médio composto de 217%”, revela. Do lado da TIM, o potencial dos números também é positivo. A receita bruta de serviços de valor agregado (VAS) da operadora totalizou 180,9 milhões de reais no primeiro trimestre deste ano, apresentando crescimento de 45,4% em relação ao mesmo período de 2005.

Para a Vivo, que poderia sair prejudicada na categoria segurança se houvesse um embate direto com as operadoras GSM, a chegada da plataforma BREW foi extremamente oportuna.“O BREW resolveu toda a parte tecnológica e de segurança, além de oferecer uma interface gráfica muito mais evoluída.

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