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Telecom

Exportações de celulares desaceleram nos primeiros sete meses de 2006

Vendas para a Europa sofreram queda em função da adoção de redes 3G, o que prejudicou especialmente os números da Nokia.

Por Daniela Moreira, do IDGNow!

14 de agosto de 2006 - 16h43
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O ritmo das exportações brasileiras de celulares, itens da indústria eletroeletrônica mais vendidos ao exterior, esfriou nos sete primeiros meses de 2006, prejudicado principalmente pela queda nas vendas à Europa, de acordo com a organização de telecomunicações Teleco.

As exportações, que cresceram mais de 100% em 2005 (em comparação a 2004), nos últimos sete meses se mantiveram apenas estáveis, no geral.

O volume total de aparelhos exportados se manteve em 18,187 milhões de unidades (em comparação a 18,179 milhões de aparelhos exportados no primeiro semestre de 2005) e a receita também ficou estável, em 1,4 bilhão de reais, comparada a 1,3 bilhão de reais há um ano.

Em contrapartida, houve uma queda de 36% na exportação a partir do Amazonas, onde se situam fornecedores como a Nokia, Samsung, Siemens (BenQ), Gradiente, Vitelcom e Evadin.

Segundo o relatório do Teleco, a queda nas exportações do Amazonas ocorreu principalmente na quantidade exportada para a União Européia que caiu de 3,6 milhões (entre janeiro e julho de 2005) para 419 mil, no mesmo período de 2006. Uma das causas da redução, segundo o Teleco, é a adoção das redes 3G nos países europeus.

“Com adoção das redes de terceira geração, os países europeus passaram a demandar terminais WCDMA, e não mais GSM. Como não só o Brasil como os demais países da América Latina ainda não migraram para o 3G, não faz sentido fabricar estes terminais aqui”, justifica Edurado Tude, presidente do Teleco.

Segundo o analista, com a entrada da Vivo no GSM, a licitação do espectro para implantação da terceira geração de telefonia celular no Brasil deve atrasar para 2008. “A Vivo, que era a maior interessada, vai se concentrar agora na sua rede GSM”, opina Tude.

Uma das maiores prejudicadas com a queda nas vendas para a Europa foi a Nokia. As exportações da companhia foram de 310 milhões de dólares no primeiro semestre, uma queda de 37% em relação aos 495 milhões de dólares que a companhia exportou no mesmo período de 2005.

Já as exportações a partir de São Paulo, onde se situa a sua rival Motorola, cresceram 70%, revertendo o resultado negativo das vendas a partir do Amazonas no balanço geral. A Motorola exportou 688 milhões de doares contra 474 milhões de dólares em igual período de 2005, um crescimento de 45% ano-a-ano.

Para Tude, a explicação para os números está no fato de a Nokia exportar muito mais para a Europa do que a Motorola. Para ele, os efeitos da redução nas importações da Europa devem continuar a ser sentidos no próximo semestre.

A União Européia foi, em 2005, o terceiro maior destino de exportações brasileiras, comprando 4,1 milhões de terminais e gerando 189 milhões de dólares em receita ao País, atrás apenas dos Estados Unidos e Argentina.

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