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Telecom

Motorola "troca" celular de US$ 30 por aparelho próprio

Empresa descarta iniciativa com GSM Association para inclusão digital no Brasil, mas traz produção do MotoFone, para classes C e D.

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!

22 de agosto de 2006 - 17h58
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O programa de celulares de baixo custo "Celulares para Mercados Emergentes" (do inglês, Emerging Market Handset), formulado pela GSM Association para ajudar na inclusão digital de países pobres, não chegará ao Brasil.

Responsável pelos dois aparelhos que venceram a licitação da organização, a Motorola anunciou nesta terça-feira (22/08) que não tem planos de introduzir no mercado nacional os modelos C113 e C113a, , conhecidos popularmente como "celulares de 30 dólares”,

Ao invés disto, a empresa focará suas atenções para conquistar espaços entre usuários das classes C e D do mercado nacional com o MotoFone, que começará a ser produzida na fábrica de Jaguariúna ainda em setembro.

O projeto EHM não chegará ao país por uma questão de preço, segundo Enrique Ussher, presidente da Motorola no Brasil.

"Quando (o telefone) chega a 90 reais no ponto de venda, é um preço bem competitivo", argumento o executivo, alertando que o "celular de 30 dólares" apresentaria o mesmo preço com restrições, como falta de frete, embalagem simplificada e garantia menor.

"São fatores que o consumidor brasileiro não aceitaria", alega. Mesmo com visual que lembra a linha mais sofisticada L6, que tem câmera digital e tocador de MP3, o MotoFone é classificado pelo executivo como um celular para "quem quer fazer ligações ou mandar mensagens SMS".

Segundo Ussher, o Motofone deverá chegar às prateleiras nacionais até o fim do ano, aproveitando o período de vendas do Natal.

Entre os objetivos do programa "Diminuindo a Divisão Digital" (do inglês, bridging the digital divide), a GSM Association pretende distribuir os telefones celulares para 80% da população mundial até 2010.

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