Telecom
Para Telcomp, teles devem ficar fora do leilão de WiMAX
Segundo Luiz Cuza, presidente da Telcomp, o grande beneficiado pela exclusão das teles do mercado de banda larga via tecnologia WiMAX será o consumidor final.
Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD
A polêmica decisão da Anatel em deixar de fora do leilão das freqüências 3,5 GHz e 10,5 GHz as concessionárias de telefonia fixa, que dessa forma não poderão participar da oferta de banda larga via tecnologia WiMAX, é vista de forma positiva pela Telcomp.
Na visão de Luiz Cuza, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), a medida visa ampliar a competição e inserir no mercado de banda larga empresas de TV a cabo, MMDS e operadoras e provedores regionais menores. “A possibilidade do cliente escolher entre diversas opções, em vez de ficar amarrado à uma única opção é muito positiva”, afirma.
Para Cuza, a reclamação das teles é injustificada já que as concessionárias oferecem serviços de banda larga via ADSL. “O problema é que elas sabem que essa iniciativa atrapalha a prática de preços abusivos para uma oferta de serviços muito fraca. Por isso, nossa expectativa é que a Anatel mantenha essa decisão”, argumenta.
Na opinião do presidente da Telcomp, como as grandes operadoras (Telefônica, Brasil Telecom e Telemar) já fazem parte de grupos com operações fixas e móveis, a exclusão do leilão das faixas para WiMAX não é arbitrária. “Acho importante permitir a entrada de novos players e deixar esse mercado amadurecer. Quando houver uma concorrência estabelecida, as concessionárias poderiam participar”, ele sugere.
Outra alternativa, na visão de Cuza, é oferecer para as teles fixas as freqüências nas quais não aparecerem interessados. “Nesse caso, nada mais justo vender para quem tem interesse do que deixar uma freqüência ociosa”, arremata.


