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Banda ultralarga é nova opção no universo sem fio

Por COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2006 - 08h05
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Apesar de não substituir qualquer outra forma de comunicação wireless, a UWB faz algumas coisas que nenhuma outra tecnologia faz. O transmissor de UWB envia bilhões de pulsos de curta duração por um largo espectro de freqüências de rádio. Estes pulsos partem tão rapidamente – restando somente alguns trilionésimos de segundos para alguns nanosegundos – que cada um deles utilizam somente poucos ciclos da onda de radiofreqüência.  

Esta curta duração oferece às ondas UWB algumas propriedades únicas. Elas ficam praticamente imunes aos efeitos de cancelamento de múltiplos caminhos (multipath), como, por exemplo, quando uma forte onda refletida chega fora da fase com o sinal direto, reduzindo a força do sinal no receptor. Os pulsos UWB são tão curtos que o sinal direto já terá entrado e saído antes que o path refletido chegue, de forma que não ocorra nenhum cancelamento. Pelo fato de os pulsos UWB serem tão curtos, eles também podem utilizar espectros de freqüência bastante amplos, permitindo que os sinais usem energia bastante baixa, o que minimiza a interferência de outras freqüências de rádio, reduzindo riscos de saúde e geralmente ficando abaixo da linha normal de ruídos, além de torná-los mais difíceis de detectar.

Tecnicamente, a UWB é definida como qualquer tecnologia de rádio cujo espectro ocupa mais de 20% do centro de freqüência, ou uma banda de pelo menos 500 MHz. Os modernos sistemas UWB utilizam técnicas variadas de modulação, incluindo Orthogonal Frequency Division Multiplexing (OFDM), para ocupar estas bandas extremamente largas. 

Em 2002, a FCC, agência de comunicações dos Estados Unidos, aprovou a utilização comercial das transmissões UWB na faixa de 3,1 GHz até 10,6 MHz, com uma limitação de transmissão de energia. Os sistemas UWB podem, em princípio, serem desenhados para a utilização de quase qualquer parte do espectro de radiofreqüência.

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