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Telecom

Banda larga cresce 8,7% no 2º trimestre

Estudo trimestral da Cisco aponta 4,74 milhões de conexões banda larga no país, com aumento na participação de acesso por cabo.

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!

12 de setembro de 2006 - 14h15
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O número de conexões à internet por banda larga cresceu 8,7% durante o segundo trimestre de 2006 em comparação ao período anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12/09) pelo estudo “Barômetro Cisco de Banda Larga”, formulado pela consultoria IDC.

Entre abril e junho deste ano, foram contabilizadas 379 mil novos acessos, o que levou a base instalada brasileira para 4,74 milhões de conexões com a tecnologia.

O setor de IP Dedicado, conexão à internet utilizada por grandes empresas, também cresceu no período, contabilizando aumento de 5,6% para cerca de 73 mil conexões no Brasil.

Na média, o acesso doméstico à banda larga concentra 98,5% das conexões, enquanto o IP Dedicado responde por apenas 1,5%.

O aumento, ligeiramente maior que os 8% registrado no trimestre anterior, é potencializado pela participação maior das conexões por cabo e o aumento na velocidade média utilizada pelo usuário nacional, segundo Roberto Gutierrez, analista consultor de banda larga do IDC Brasil.

A tecnologia xDSL de conexão manteve a queda na penetração, caindo 1 ponto percentual para 78,7%, enquanto as conexões por cabos saltaram de 16,1% para 17% no trimestre atual.

De acordo com Gutierrez, o aumento reflete ofertas mais agressivas de empresas de TV a cabo para conexão a internet. Para o executivo, a queda poderia até ser maior não fosse a vantagem técnica do xDSL contar com infra-estrutura pronta graças ao sistema telefônico.

Entre a velocidade de acesso, conexões com mais de 1 Mbps quase dobraram sua participação no período, pulando de 7% para 12%, enquanto as conexões entre 256 Kbps e 512 Kbps continuam perdendo espaço - caíram de 51% para 45% do mercado.

Segundo o estudo, a quase totalidade das novas conexões do trimestre excede a velocidade de 512 Kbps. Gutierrez afirma ainda que a queda na procura por tais acesso fez com que muitas operadoras tenham descartado conexões abaixo de 1 Mbps.

O aumento na procura, no entanto, implicou também na queda de 12% nos preços das conexões acima dos 1 Mbps. Pelo contrário, a queda na procura por acessos entre 128 Kbps e 256 Kbps resultou em aumento de 5% nos preços, graças à menor competitividade no setor.

O segundo trimestre apresentou também novas parcerias de operadoras com formuladoras de conteúdo para TV e voz, com o oferecimento de novos pacotes de VoIP para o usuário doméstico.

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