Telecom
Vivo quer compartilhar custos de 3G
Com margens cada vez mais apertadas e sem expectativas de melhora em curto prazo, operadora sinaliza que está disposta a fechar parcerias na construção e uso de novas redes WCDMA.
Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD (*)
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A liderança custa caro. Isso fica comprovado a cada dia quando se analisa os números da Vivo, maior operadora de telefonia móvel do País, com mais de 28 milhões de clientes. Para o presidente da operadora, Roberto Lima, o modelo econômico adotado pelas operadoras móveis é muito difícil de ser mantido em longo prazo. “O EBITDA médio das teles móveis brasileiras é de 15% ao ano. Isso é insustentável em médio e longo prazos”, admite o executivo.
Lima apresentou dados levantados com teles móveis em 49 países e o Brasil foi um dos últimos do ranking, com ganhos muito abaixo da média. E, ao que tudo indica, o cenário nos próximos anos não deve aliviar toda essa pressão. “Vamos enfrentar ritmos menores de crescimento, muita concorrência interna e externa, além de um retorno decrescente nos investimentos feitos até agora”, analisa.
O presidente da Vivo também sugere o compartilhamento dos custos na construção de redes 3G. “Como todas vão precisar de uma rede WCDMA, na mesma faixa de freqüência, com cobertura nacional por que não dividir os custos?, ele propõe, acrescentando que a rede hoje já não é mais o diferencial.
Para selar seu pedido de ajuda ou parcerias, Lima fez uma comparação do setor de telecomunicações com a área financeira. “Mesmo sendo concorrentes acirrados, os bancos se uniram para entregar a administração de suas redes a uma nova empresa. Foi dessa parceria que surgiu a Visanet, em 1994 e a Redecard, em 1996, duas empresas altamente rentáveis e que não reduziram em nada a concorrência naquele setor”, exemplifica o presidente da Vivo.
(*) A jornalista foi a Florianópolis (SC) a convite da Nokia.
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