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TIM não vê portabilidade como ameaça

Operadora encara churn maior como oportunidade de crescer e deixa de criticar leilão de 3G, sugerindo uma licitação única. Quanto à possível venda do grupo, presidente diz que “atividades seguem em ritmo normal”.

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD (*)

04 de outubro de 2006 - 12h32
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A portabilidade numérica, vista por grande parte das operadoras brasileiras como uma ameaça à competição, é encarada atualmente pela TIM como um fator para gerar uma competição sadia. “Acho que a portabilidade é positiva e um benefício direto para o usuário. Não tememos uma alta taxa de churn, porque acredito que o saldo acabará sendo até bem positivo para a TIM”, afirma Mario César Araújo, presidente da TIM Participações.

Durante encontro com a imprensa na Futurecom, que acontece em Florianópolis nesta semana, Araújo contou que apesar da Acel ter solicitado à Anatel uma prorrogação no prazo para a adoção da portabilidade, existe divergência dentro da entidade que representa as operadoras celulares. “Mesmo na Acel talvez não tenhamos uma unanimidade, pois temos empresas só com operações móveis e outras que também tem braços na telefonia fixa”, admite o executivo.

A entidade também está debatendo alternativas para implantar o modelo de portabilidade. Segundo Araújo, uma opção seria criar uma empresa separada, sem fins lucrativos, responsável por todo o processamento dos dados dos clientes de todas as operadoras e suas migrações entre as bases de diferentes empresas. “Outra hipótese discutida é a abertura de uma empresa nova, com patrimônio dividido entre todas as operadoras para gerenciar essas transações”, revela. Entre os nomes sugeridos nas reuniões da Acel foram citados o CPQD, a ABR e até uma possível reabertura da Telebrás somente para essa finalidade.

O presidente da TIM Participações também garante não saber de nenhum detalhe adicional sobre a possível estratégia do grupo controlador, Telecom Itália, de vender as operações móveis da empresa, incluindo o Brasil. “Não sentimos nenhum impacto até agora. Continuamos a ser cobrados a atingir os mesmos números e estamos planejando o orçamento de 2007 a 2009, ou seja, a operação continua sendo tocada normalmente”, diz Araújo.

Os planos de continuidade para os próximos anos também levam em conta a adoção de 3G no Brasil. “Não vejo mais 3G como uma ameaça. Só acho que a Anatel deveria fazer uma licitação única de todo o espectro disponível para que cada operadora desenhasse sua estratégia e não ficasse dando pulos em diferentes direções a cada leilão. Essa colcha de retalhos não é saudável”, compara o executivo. 

(*) A jornalista viajou a Florianópolis (SC) a convite da Nokia.

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