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British Telecom quer faturar 157,8 milhões de euros na AL em 2009

Em três anos, companhia pretende expandir receita de 76,3 milhões de euros registrados neste ano fiscal para quase o triplo, aproveitando principalmente a extensão dos negócios fechados em outras regiões.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

23 de novembro de 2006 - 15h39
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Especializada em soluções e serviços de tecnologia da informação e comunicações, a British Telecom anuncia uma nova – e agressiva – estratégia para estender os negócios na região latino-americana. Por meio principalmente da expansão de contratos globais, a companhia pretende quase que triplicar o faturamento na região, passando de 76,3 milhões de euros para 157,8 milhões de euros até o final do ano fiscal de 2010, que se encerra em março de 2009.

Para isso, a organização britânica enviou à São Paulo o diretor financeiro para a América Latina, James Wilde, para estruturar as rotinas de trabalho e as estratégias para atingir os resultados traçados. “Nossa intenção é abordar multinacionais com negócios no Brasil e na América Latina que já tenham firmado contratos globais para sugerir que tenham apenas um fornecedor de rede”, explica Wilde.

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Em busca do resultado, a British Telecom realizou investimentos em infra-estrutura e também no quadro de colaboradores, que duplicou nos últimos 12 meses. Além disso, a companhia expandiu a rede de MPLS (Multiprotocol Label Switching) na região, o que resultou na implantação no último semestre de sete novos pontos de presença (POPs) de MPLS no Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Guatemala, Uruguai e Venezuela, o que totaliza conectividade e cobertura em 20 países da América Latina.

Outro investimento também foi feito no Centro Regional de Operações (NOC), que administra as operações de atendimento na América Latina e teve seu volume de recursos dobrado no último ano, viabilizando novos projetos já programados para os próximos meses. Todas as apostas e aplicação de recursos já apresentaram resultados. No último ano, Wilde conta que a empresa cresceu a receita em cerca de 50%. “Saímos de uma linha negativa de negócios e obtivemos um salto positivo no último trimestre. Por isso, podemos dizer que a BT acaba de virar a esquina dos negócios para crescer de forma ainda mais consistente nos próximos anos”, revela.

Além da extensão dos contratos globais, a companhia planeja firmar acordos com multinacionais latinas, que também permitam a replicação dos projetos em outras regiões globais. “Apesar das metas, entretanto, os únicos clientes que a BT possui no Brasil são empresas internacionais, com destaque para Unilever, Reuters, Inbev, Syngenta, Manpower e Fiat”, afirma o norte-americano. Portanto, o foco da empresa não são empresas domésticas e é por isso que a estrutura que a empresa está montando deverá conectar as grandes cidades da AL com as demais regiões do globo. “As empresas mundiais precisam de um fornecedor que ofereça essa rede global, porque buscam principalmente segurança de dados e redução de custos”, garante Wilde.

Caso real
Um exemplo típico de necessidade que a British Telecom quer atender é o caso de um de seus maiores clientes: a Reuters. “A rede dessa empresa precisa entregar as informações para os bancos e corporações financeiras em todo o mundo. Como o desempenho é medido em segundos, se atrasar alguns instantes a mais, eles perdem negócios”, exemplifica.

O executivo conta também que 70% dos negócios fechados pela empresa na região envolvem voz e, porque a empresa não possui uma rede local, utiliza uma parte de terceiros para fornecer o serviço e também oferece recursos como o de voz sobre internet protocol (VoIP). “Isso porque se uma empresa não oferece voz, não pode se considerar uma telco”, afirma. Wilde comenta que em alguns casos também tem usado a licença da Infonet, companhia adquirida em outubro de 2005 por 965 milhões de dólares. Apesar disso, a organização avalia com cautela os negócios de voz, porque o preço dos serviços tanto de rede fixa quanto de móvel está caindo. “A oportunidade que vemos é de crescer entre 10 milhões de dólares e 18 milhões de dólares por ano com a receita de voz, que fora do Reino Unido atualmente chega a 500 milhões de euros por ano”, explica.

A região latino-americana, atualmente, ainda representa pouco para o faturamento global da British Telecom. De acordo com Wilde, entretanto, o mercado tem um grande potencial. Por isso, a BT espera conseguir neste ano 1 milhão de novos contratos.

Apesar de não revelar nem a região e nem a área, Wilde garantiu que a empresa está em processo de aquisição de uma companhia do setor de telecomunicações. “Nossa maior concentração agora, contudo, é com o crescimento operacional, com o aumento de espaço, contratação de pessoas e em ganhar estrutura e rotinas para permitir o crescimento de maneira rentável”, garante.

O portfólio de serviços da BT na América Latina abrange conectividade, gerenciamento de redes de dados e de voz, soluções de integração e colaboração, mobilidade, sistemas de segurança, tecnologias convergentes e consultoria. A proposta da organização é, portanto, aproveitar essa gama de ofertas para desdobrar os contratos globais e atingir as metas financeiras traçadas, auxiliando seus clientes a gerenciar a complexidade das novas tecnologias, em qualquer parte do mundo.

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