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Telecom

Procura-se comprador para o grupo de Enterprise Networks da Siemens

Análise: Conglomerado alemão Siemens AG está descobrindo que vender produtos pode ser bem mais fácil do que vender partes da companhia

Por COMPUTERWORLD

23 de novembro de 2006 - 17h05
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As conversações para vender a Siemens Enterprise Networks, unidade não-lucrativa que comercializa equipamentos de comunicação corporativa, “continua tendo” diversos interessados, mas ainda não foi definido nenhum comprador, segundo a porta-voz da Siemens, Monika Brücklmeier.

As discussões estão focadas ou em vender a unidade como um todo ou em permitir a parceiros que assumam boa parte da área, disse a porta-voz.

Desde que assumiu como chief executive officer (CEO), Klaus Kleinfeld levou o foco da gigante alemã de engenharia para longe das áreas de manufatura com margens de lucro baixas, como equipamentos de telecomunicações, computadores e chips, para se concentrar em setores que ele vê com potencialidade de serem mais lucrativas, entre elas automação fabril, geração de energia e sistemas automotivos.

A unidade da Siemens Enterprise Networks é uma das áreas de negócios de baixa margem que Kleinfeld quer vender. O CEO se recusou a comentar a edição alemã do Financial Times que afirma que falharam as negociações com os possíveis compradores Permira Advisers e Apollo Management. Mesmo assim, Avaya, Cisco e Nortel foram algumas das empresas associadas ao complicado negócio.

Ano passado, a companhia acabou com a longa busca por um comprador que assumisse sua problemática unidade de manufatura de telefones celulares. Terminou nas mãos da BenQ, empresa de Twain que fechou o negócio por 322 milhões de dólares. Em setembro último, a subsidiária BenQ Móbile pediu proteção contra falência na Alemanha depois que sua na operação mãe decidiu parar de investir dinheiro na operação por suas imensas perdas financeiras.

Desde então, a Siemens vem sendo alvo de ataques de políticos e grupos de trabalhadores locais por vender sua unidade de telefonia móvel para uma companhia sem intenções de manter a produção na Alemanha, segundo eles.

No começo do ano, Siemens e Nokia concordaram em fundir suas unidades de infra-estrutura para telecomunicações em uma joint venture, a Nokia Siemens Networks.

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