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Telecom

Aumenta investigação sobre fraude na Siemens

Fraude no conglomerado alemão teria movimentado um montante na casa dos 258 milhões de dólares, valor dez vezes maior do que o apontado inicialmente

Por COMPUTERWORLD

23 de novembro de 2006 - 19h00
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Investigação na Siemens aponta que o valor da possível fraude na empresa pode atingir 258 milhões de dólares, dez vezes mais do que foi calculado inicialmente. 

Com a prisão de mais dois funcionários da empresa, agora são seis que estão sob custódia. O antigo CFO da unidade de telecomunicações e atual diretor da divisão real-state, Michael Kutschenreuter, foi preso na semana passada. 

O foco principal do inquérito está no uso de fundos secretos enviados, via bancos suíços, para empresas fantasmas. Aparentemente, esses recursos eram utilizados para subornar grupos de usuários que participavam de projetos de premiação, com o intuito de favorecer a unidade de telecomunicações de linha fixa da Siemens. Segundo reportagem do Wall Street Journal, um time da gigante alemã usou esse esquema repetidamente para ganhar concorrências e fechar contratos. A policia alemã confiscou 36 mil arquivos para a continuidade da averiguação. 

A investigação começou, aparentemente, depois de uma autoridade suíça que combate lavagem de dinheiro ter recebido um relatório de um informante sobre transações suspeitas. Foi levantado, também, que promotores italianos estão envolvidos e que eles suspeitam que o esquema venha sendo perpetrado desde meados da década de 90. A busca atinge também contas em bancos austríacos gerenciadas por um membro do staff da Siemens, Karl von Jagemann, que também está preso. 

As autoridades italianas investigam a Siemens desde 2004 e estão analisando transações que totalizam 60 milhões de euros. 

Reportou-se que Cuno Tarfusser, promotor sênior da cidade de Bolzano, confirmou que parte do staff da Siemens teria tenntado impedir suas investigações através de processos movidos em uma Corte Austríaca, com intenção de impedir o acesso em contas bancárias em Innsbruck. A Siemens negou ter qualquer conhecimento sobre isso. 

Os investigadores italianos estão analisando fraudes relacionadas com pagamento de consultorias não-realizadas, com o dinheiro sendo canalizado através de paraísos fiscais. Em outro caso, promotores alemães acusaram dois antigos empregados da unidade de geração de energia do conglomerado alemão de suborno, alegando que esses ex-empregados teriam oferecidos 6 milhões de euros –no período entre 1999 a 2002- para conseguir os contratos da companhia de gás italiana. 

Em nota oficial, a Siemens garante estar cooperando com as investigações e afirma que as infrações foram cometidas por indivíduos e não como uma política da empresa. O que emergiu foi, continua, a possibilidade de alguns empregados da empresa utilizarem esquemas endêmicos de suborno para conseguir contratos e, também, possivelmente fraudando a empresa, com objetivo de garantir seu próprio enriquecimento.

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