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Qualcomm defende 3G como saída mercadológica

Presidente Marco Aurélio Rodrigues, explica rumo da empresa depois de um ano agitado, com anúncios de impacto dos concorrentes e mais de quatro aquisições desde agosto.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

06 de dezembro de 2006 - 15h40
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“Agora tenho de mudar o foco e começar a freqüentar congressos sobre 3G”, brinca o presidente da Qualcomm no Brasil, Marco Aurélio Rodrigues. Isso porque a empresa atualmente defende veementemente o modelo, já que acredita que investimentos nessa área são importantes para o País e incentivam a inclusão digital.

Para a Qualcomm, que no ano fiscal de 2006 baseou 57% de sua receita com venda de semicondutores (chipsets) e outros 35% com licenças, é prioritário acelerar o processo de oferta de freqüências 3G, que contribuirá para a geração de recursos e movimento da economia.

“Em comparação com o WiMax, as redes 3G continuam sendo muito melhores porque possuem modelo de negócio e padrão definido e justamente por isso está mais madura”, defente Rodrigues.

A companhia aposta, inclusive, que em 2011 haverá 1,4 bilhão de assinantes 3G e apenas 39 milhões de WiMax e que mesmo para segmentos específicos a disponibilidade de dispositivos 3G será muito superior à oferta de terminais da tecnologia concorrente.

“Além disso, WiMax em 3,5 GHz requer até nove mais sites do que a tecnologia de terceira geração”, enfatiza o presidente, completando que 3G provê capacidade muito superior à de WiMax em quantidades de freqüência equivalentes.

Rodrigues também admite que, apesar do crescimento em 2006 – ano fiscal encerrado em setembro – a receita da companhia deverá cair em 2007. “Sim, porque a venda de celulares também deverá cair, principalmente no Brasil. Mas também existe a previsão do começo das movimentações em WCDMA, por isso não sabemos exatamente prever o resultado em números”, conclui.

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