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Ericsson fecha 2006 sem saltos significativos

Contrato fechado com a Vivo para a construção da rede GSM reforçou os resultados da operação brasileira num ano difícil para todo o setor.

Por Ana Paula Oliveira e Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

12 de dezembro de 2006 - 15h05
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Mesmo sem um crescimento expressivo, a Ericsson Brasil encerra 2006 de forma otimista, principalmente pela conquista do contrato com a Vivo para a construção da nova rede GSM da operadora, cobrindo 15 estados, incluindo o de São Paulo. Embora grande parte desse faturamento entre nos relatórios financeiros da fornecedora sueca apenas no ano fiscal de 2007 – já que o projeto está estimado em torno de um ano e meio - o que foi faturado até agora já serviu para fortalecer os resultados desse ano.

Por outro lado, a estratégia da companhia para o ano que vem é continuar apostando em tecnologia móvel e principalmente na implantação da 3G e da banda larga móvel como meio para a inclusão digital. “Acredito que a primeira experiência de muitos usuários com banda larga acontecerá somente com o suporte da tecnologia wireless”, afirma Anders Runevad, presidente da Ericsson no Brasil.

Dentre as tendências para 2007, na avaliação do executivo, é o desenvolvimento de aplicações móveis para o ambiente corporativo, com a integração de voz e dados. Essa demanda das empresas é uma evolução da procura neste ano por aplicações de PABX IP, o que resultou em crescimento de 60% nas receitas do segmento enterprise, que hoje representa entre 5% e 8% do faturamento total da operação brasileira.

Outra demanda forte na companhia foi a exportação de software, que cresceu 10% em relação ao ano de 2005, totalizando 200 milhões de reais. Um dos projetos que contribuiu para esse número foi um contrato fechado com a operadora British Telecom, para a renovação de toda rede de telefonia fixa em uma infra-estrutura 100% baseada em IP - a rede de próxima geração (NGN).

Além de todos esses desafios, a fornecedora sueca também tem pela frente uma disputa global com nomes tradicionais do mercado de telecom que se uniram para ganhar um poder ainda maior de barganha como a Alcatel-Lucent e a Nokia-Siemens. “Sei que essa briga será acirrada mas também sei que essas novas super empresas terão seus desafios pela frente como integração de equipes, redução de custos e pessoal, além de alinhamento do leque de produtos”, rebate Runevad, mostrando que é exatamente esse espaço que a Ericsson buscará ocupar. Só resta esperar por 2007 para ver como esse mapa será ocupado.

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