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Faturamento Alcatel-Lucent pode atingir US$ 500 mi no Brasil em 2007

Informação foi dada por Jônio Foigel, presidente da nova empresa no Brasil. Wagner Ferreira, ex-presidente da Lucent, ocupará diretoria das operadoras pertencentes ao mexicano Carlos Slim.

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

13 de dezembro de 2006 - 16h46
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O primeiro dia de operação mundial conjunta entre Alcatel e Lucent já esclarece algumas dúvidas incessantes que circulavam no mercado. A expectativa é de que o faturamento unificado da nova empresa deva chegar à casa dos 500 milhões de dólares no Brasil em 2007, segundo informou o presidente da operação local, o executivo Jônio Foigel, ex-presidente da Alcatel.

De acordo com o executivo, os detalhes da nova estrutura local estarão 100% definidos até o fim do primeiro semestre de 2007, mas, ao que tudo indica, até abril as coisas podem estar totalmente organizadas. “O que posso adiantar hoje é que abaixo da presidência existirão três diretorias comerciais, duas delas para atender a contas globais. Uma diretoria terá foco nas operadoras da Telefônica, outra nas do mexicano Carlos Slim e uma terceira para as operadoras Brasil Telecom e Telemar”, ele adianta.

O ex-presidente da Lucent Brasil, Wagner Ferreira, ficará com a diretoria responsável pelo atendimento das operadoras pertencentes ao mexicano Carlos Slim. Os executivos que ocuparão as outras duas diretorias ainda não foram anunciados. “O que posso adiantar é que Wagner também cuidará das operadoras menores como Intelig, Diveo, GVT e as empresas de VoIP. Já as grandes contas corporativas serão divididas entre as três diretorias”, revela Foigel.

Apesar de a corporação ter revelado que a fusão resultará na eliminação de 9 mil empregos em todo o mundo, Foigel afirma que ainda não há um número definido para o Brasil. “Acredito que os países mais afetados serão aqueles que contam com unidades de pesquisa e desenvolvimento e produção, embora esta última atividade esteja sendo feita cada vez mais de forma terceirizada. Isso quer dizer que no Brasil o impacto não será tão grande. Além disso, ao contrário de outros nomes que se uniram recentemente no setor de telecomunicações, a Alcatel e a Lucent têm complementariedade no mercado brasileiro, o que também reduz a sobreposição de produtos”, conclui.

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