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Telecom

CEO da Nortel: Por que a Cisco deveria estar preocupada

Mike Zafirovski avalia o primeiro ano de sua gestão e mede o que está para acontecer em 2007.

Por COMPUTERWORLD

22 de dezembro de 2006 - 10h25
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Faz um pouco mais de um ano que Mike Zafirovski deixou a Motorola para assumir a Nortel. Nesse período ele reestruturou a forma de gerenciamento da empresa, aumentou o perfil de negócios corporativos da Nortel e focou em desenvolvimento de produtos, dividiu custos, instituiu princípios de qualidade e ética e também estabilizou as metas de vendas e de lucro. Nesta entrevista, Zafirovski compartilha alguns de seus planos para o próximo ano.

A Cisco diz que está dando mais foco às tecnologias emergentes e no mercado de transições do que as rivais. Deveria a Cisco estar preocupada com a Nortel?

A Cisco é uma boa empresa. Eu tenho muito respeito por eles. A maioria das pessoas diriam que eles são mais fortes em vendas e marketing, mas não necessariamente uma companhia inovadora. Mas a Nortel é uma empresa apaixonada que realmente quer fazer a diferença e ser uma boa alternativa, uma corporação que conduziu muitas comunicações, incluindo as evoluções em IP.

Nós somos muito comprometidos em comandas novamente e acreditamos que estamos trazendo nossa inovação de volta com comercializações mais atraentes do que a tecnologia. E mais importante, uma empresa que fará negócios de forma simples e mais flexível que qualquer outra.

Seus planos para reduzir gastos com P&D de 17% para 15% do faturamento significa que seus investimentos em pesquisa serão equivalentes aos da Cisco no mercado de provedores de serviços. Como você compete diante disso?

 Nós somos muito comprometidos em ser realmente relevante em todos os setores em que atuamos. Nós somos fortes Nº 2 em CDMA (Code Division Multiple Access), por exemplo. Também estamos na segunda posição com VoIP corporativo, Ethernet switching, líderes como portadora VoIP e em Metro Ethernet, em pacotes de switching e nº 2 em ótica.

Uma das razões que decidimos sair do mercado de UMTS (Universal Móbile Telecommunications Systems) é essa: quatro ou cinco pontos de participação de mercado, talvez sete. Nós somos muito insignificantes. O desafio para nós é gastar bem.
Nós não estamos com investimentos baixos em relação a receita.

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