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Telecom

Tendências 2007: o que esperar em telecom

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

27 de dezembro de 2006 - 08h45
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3 – Disputa pela tela da TV

Cada vez mais pressionadas pela estagnação das receitas de voz, as operadoras de telefonia fixa continuam buscando novas estratégias para diversificar sua atuação, seguindo uma tendência mundial liderada por nomes de peso como Telecom Itália, que anunciou em setembro deste ano que queria ser reconhecida como uma empresa de mídia e não de comunicações. A gigante coreana SK Telecom também apostou na área e se uniu à maior companhia de música daquele país.

No Brasil, o reflexo aparece de forma simultânea à tendência global. A onda começou com a Telefônica, que depois de comprar parte da TVA também está oferecendo TV por assinatura – ainda sem aprovação da Anatel – em parceria com a DTHi. A Telemar, por sua vez, também solicitou à Anatel autorização para comprar a Way TV, mas ainda não obteve sinal verde para seguir com a transação.

Do outro lado do balcão, as operadoras de serviços de TV por assinatura tentam impedir a todo custo a entrada das teles neste filão e argumentam que para quem já tem todas as tecnologias, é injusto competir em um novo mercado sem ter de obedecer às mesmas restrições impostas aos participantes mais antigos. A briga é quente e promete bons debates para 2007.

4 – Penetras bons de bico

Outra área sempre cobiçada pelas teles – não só pela possibilidade de gerar mais receitas com os clientes corporativos, mas também de participar de forma mais intensa na decisão de negócios das grandes empresas – é a própria tecnologia da informação (TI). No Brasil, após a privatização, quase todas as operadoras estruturaram áreas voltadas exclusivamente para atender às corporações e muitas delas incluíam em seus portfólios de telecom atividades tradicionalmente ligadas a TI, como terceirização de redes, gerenciamento de servidores e até a criação de data centers.

Análises feitas pelo Gartner reforçam essa visão. Segundo a consultoria, até 2010, pelo menos metade das principais operadoras de telefonia em todo o mundo irão lançar alguma linha de negócio fora de telecom. “Muitas irão falhar, mas algumas poderão ter sucesso”, afirma a analista Elia San Miguel. Dentre as que terão sucesso, o Gartner sinaliza de forma positiva para aquelas que seguirem o caminho da parceria, a exemplo do que fez a British Telecom com a HP na área de serviços gerenciados.

No entanto, a partir de 2007, a consultoria também acredita que um dos caminhos escolhidos pode ser a compra de um integrador. “Essa tendência pode começar com nomes de peso como BT, AT&T e a Verizon, nos Estados Unidos”, comenta Elia.

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